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Ecochatos agora atacam o "custo ambiental" das buscas do Google

12/01/2009 às 14:39

Acho que não ensinam mais as Leis da Termodinâmica nas escolas, e isso está resultando em uma geração de ecochatos que não entende a relação entre Energia/Trabalho. Assim o fato NATURAL de que mover um carro X quilômetros demanda Y litros de gasolina se torna algo assustador e "errado".

Vejam por exemplo Alex Wissner-Gross, físico e ecochato de Harvard:

"A Google opera grandes Datacenters espalhados pelo mundo e isso consume uma grande quantidade de energia"

U-AU! Estou impressionado, é preciso um físico de Harvard para dizer que um prédio enorme cheio de computadores, nobreaks, ar-condicionados, elevadores, etc, consome muita energia?

É CA-LARO que consome. Consome energia para produzir algo, INFORMAÇÃO.

A estrutura do Google é projetada para dar a resposta o mais rápido possível, roteando a busca por servidores em vários países. O tal Wissner-Gross não gosta.

"A Google é muito eficiente mas sua preocupação principal é fazer com que as buscas sejam rápidas, e isso significa que eles têm que adicionar muita capacidade extra, que consome energia"

EXATO, o negócio do Google é prover resultados para buscas na Internet. Eles TÊM que ser bons nisso. O que o Dr Gross quer? Um popup dizendo "para salvar o planeta estamos roteando sua busca para nosso DataCenter na Etiópia, movido a energia galinácea (a galinha Etíope é o animal mais rápido da Terra). Aguarde 10 minutos até sua requisição ser processada" ?

Para piorar o Dr Gross puxou um monte de estatísticas de onde o Sol não brilha, e concluiu que duas buscas do Google geram tantas emissões de carbono quanto ferver uma chaleira de água.

CA-LARO que o Dr Gross não se tocou que em alguns países como o Brasil a maior fonte de energia é hidroelétrica, mas não poderia ser tão histérico sem usar números americanos, onde a energia é essencialmente termoelétrica.

Para piorar (mesmo) agora um outro ecochato, especializado em Data Centers, Liam Newcombe, avisa que ferramentas como o Twitter e o Second Life têm grande custo em termos de Carbono, e -sério- não são ferramentas sérias, são usadas para passar informações irrelevantes, e isso as tornaria mais malignas ainda para o meio-ambiente, pela falta de um propósito "nobre".

Eu basicamente odeio o Second Life, adoraria que ele sumisse da face da Terra, mas JAMAIS defenderia isso baseado nele não ser uma "ferramenta séria". Não gosto dessa coisa de "Internet - serious business". Defendo que todo mundo tem o direito de fazer o que quiser online, seja pesquisar uma tese de mestrado, seja procurar a Sex Tape da Suzana Vieira. Internet é ferramenta mas também é brinquedo, então se vem um ecochato falar mal do Twitter por ele não ser "sério" e afetar o meio-ambiente, só tenho uma resposta:

Meus twits emitiram 7 toneladas de CO2
, com muito orgulho! Rumo aos 100, Brasil!

Fonte: Times Online

[ATUALIZAÇÃO] O Google publicou um texto em seu blog oficial explicando que cada busca na verdade produz 0,2g de Carbono, e que ao produzir resultados RÁPIDOS e precisos ajuda muito mais o meio-ambiente, imagine se tivéssemos que dirigir até uma biblioteca toda hora que surgisse uma dúvida.

Também lembram que seus Datacenters são os mais energeticamente eficientes do planeta. Vai Planeta!

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