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Elon Musk, o improvável defensor do ensino alternativo

Não satisfeito com o método de ensino tradicional, Elon Musk cria escola alternativa para seus filhos e de funcionários da SpaceX

25/05/2015 às 11:01

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Elon Musk pode se gabar de ser muitas coisas. Empresário, filantropo, inventor, entusiasta, futurólogo e muito, muito mais. A comparação com Tony Stark não é gratuita, assim como o personagem da Marvel ele não se conforma com o mundo de hoje, e ao invés de reclamar no Twitter ele corre atrás e CRIA o futuro.

Só que se você está preocupado em fazer do mundo um lugar melhor para as novas gerações, há um campo que você não pode negligenciar: a educação básica. E como ele não é fã do sistema do ensino tradicional, mas é adepto do “faça você mesmo” Musk foi e criou sua própria escola de ensino alternativo.

Durante entrevista à televisão chinesa Elon Musk, que é pai de cinco crianças revelou que para ele o ensino tradicional “faz menos sentido” do que um formato que dê atenção às particularidades de cada aluno. Assim sendo ele desenvolveu o seu próprio, muito parecido com o de diversas instituições de ensino fora do eixo clássico já empregam: todas as crianças estudam juntas independentemente da idade, o conceito de séries foi abolido.

A diferença está no conteúdo apresentado a cada um: crianças com grau de conhecimento mais ou menos avançado recebem atividades e são ensinadas de acordo com o ritmo de cada um. Dessa forma o ensino é menos uniforme e se foca no indivíduo, diferente do ensino clássico que busca um ensino uniforme, regrado e para muitos, bastante ultrapassado.

A escola, que recebeu o digno nome de Ad Astra (como na máxima que é o mote da pesquisa e desenvolvimento espaciais) é minúscula e bem exclusiva, por enquanto (e não se sabe se será expandida a todos) apenas 14 crianças, entre os filhos de Musk e de alguns funcionários da SpaceX estudam lá. A turma vai aumentar para 20 em setembro e um dos focos é ensinar problemas do mundo real:

Digamos que você quer ensinar sobre como motores funcionam. Tradicionalmente seria feito como ‘vamos falar tudo sobre como chaves de fenda’. Isso é muito difícil de se fazer. É muito melhor dizer ‘este é um motor, agora vamos desmontá-lo. Do que precisamos? Ah, de uma chave de fenda’!

http://www.youtube.com/watch?v=3UxL-0--oQoEvery Elon Musk Video — Elon Musk talks about a new type of school he created for his kids (2015)

Eu reconheço que esse assunto é fonte de muitas, MUITAS discussões. Diversos profissionais de ensino têm questionado nos últimos anos se o Método de Gramática e Tradução (conhecido também como Método Prussiano), desenvolvido no final do século XVIII é eficaz ou não no que deveria se propor a fazer: quem defende um ensino alternativo afirma (com certa base se pararmos para pensar) que a metodologia tradicional foi desenvolvida para formar soldados e não cidadãos.

O mundo mudou, e seria insensato dizer que a educação não precisa acompanhar o ritmo. Temos coisas que duzentos anos atrás eram material de sonhos febris ou posteriormente, dos livros de Júlio Verne. Se evoluímos, a escola precisa evoluir também.

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Para mais sobre o assunto recomendo o documentário La Educación Prohibida, disponível na Netflix. E antes que que os anti-pedagogos perguntem sim, tem menção à Paulo Freire. Mas vale muito a pena e não indicaria algo ruim.

Fonte: Motherboard.

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