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Futuro da RV depende da eliminação do enjôo, diz funcionário da Valve

Executivo da Valve diz que para ter sucesso, dispositivos de realidade virtual precisam oferecer uma experiência “sem enjoo” para o usuário.

08/05/2015 às 8:44

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Uma reação bastante comum entre aqueles que testam algum dispositivo de realidade virtual é sentir um pouco de enjôo, tudo porque nosso cérebro tem uma certa dificuldade em entender que aquilo o que nossos olhos estão vendo não está acontecendo de verdade e na opinião de Chet Faliszek, um dos grandes nomes por trás da Valve, é fundamental que as fabricantes de HMD consigam eliminar esse problema.

O comentário foi feito durante a passagem de Faliszek por uma conferência de realidade virtual na Finlândia, onde realizou uma palestra cujo título poderia ser traduzido como “Deixar as pessoas enjoadas não é uma opção.”

Dizer às pessoas que elas ficarão bem ‘assim que conseguirem se adaptar à realidade virtual’ é uma ideia totalmente errada,” afirmou o o roteirista, game designer e um dos evangelizadores da Valve quando se trata da nova tecnologia. “Se as pessoas precisam se acostumar a ela, então existem uma falha. [A tecnologia] precisa rodar a 90 frames por segundo. Qualquer valor abaixo disso e as pessoas se sentirão enjoadas.

Essa questão da taxa de atualização é bem interessante e confesso que nunca tinha ouvido falar em uma relação entre as duas coisas, porém, o que chamou minha atenção foi a afirmação de Faliszek de que em relação a realidade virtual, podemos dizer que as empresas de games ainda estão na era do Pong, tentando entender como fazer a coisa funcionar.

Isso me faz pensar em quantas delas quebrarão a cara, quantas companhias que estão vendo nesta tecnologia um novo mercado e que provavelmente terão uma péssima surpresa daqui a alguns anos, quando o retorno não vier e as portas tiverem que ser fechadas.

O fato é que, com o Oculus Rift tendo visto o seu lançamento comercial adiado para o ano que vem, ainda teremos que esperar mais um pouco para ver como tudo se desenrolará, mas a julgar pelas palavras de Chet Faliszek, adquirir um desses aparelhos na primeira leva — independentemente da fabricante — não parece ser uma opção muito segura.

Fonte: GamesIndustry.

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