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Marinha dos EUA testa com sucesso laser embarcado

O futuro Flash Gordon está chegando. Outro dia, outro teste de outra arma laser, dessa vez embarcada em navios da Marinha dos EUA. Não é tradicional nem imponente como um canhão tradicional, mas cumprem o serviço, rápido e barato.

10/05/2015 às 2:56

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Durante um breve momento (na verdade dois, se contar Força em Alerta) os encouraçados reinaram soberanos nos mares, mas há muitas desvantagens nessas bestas formidáveis.

Na Segunda Guerra Mundial uma torre de um encouraçado classe Iowa custava mais de US$ 1,4 milhão. Sem contar o custo das armas. Os canhões, magníficos, tinham vida útil de 290 tiros. O custo por disparo não era nada desprezível.

Hoje a situação continua parecida. A tal Guerra ao Terror é economicamente inviável, não dá pra gastar um míssil de US$ 250 mil pra matar dois idiotas num camelo. A 34ª Regra de Aquisição Ferengi diz que “Guerra é bom para os negócios” mas em tempos de paz o cinto dos militares sempre sofre.

Em 2000 a Marinha Real ganhou o Prêmio Ignobel da Paz, ao determinar que por medida de economia durante treinamentos de artilharia em vez de disparar os canhões os marinheiros deveriam gritar “BANG!”.

Portanto se der para economizar, vamos economizar, e aí entra a tecnologia dos lasers embarcados.

Com imensa quantidade de energia disponível, espaço, água pra refrigeração e campo aberto, um navio é lugar excelente para um laser, armamento indicado para lidar com drones, lanchas torpedeiras, barcos suicidas e um eventual míssil de cruzeiro.

A principal preocupação é evitar o que aconteceu com o USS Cole, em outubro do ano 2000. Um pequeno barco se aproximou do navio, que não tinha regras de engajamento claras pra situação. Colando no casco do Cole, os terroristas da Al Qaeda a bordo acionaram as várias toneladas de explosivo, matando 17 marinheiros e deixando o navio assim:

Disaster2000.Cole.14

Para que isso não aconteça de novo, com bombas não muito inteligentes ou mesmo barcos não-tripulados estão sendo testados lasers que detonam munição exposta, derretem motores e acabam com o dia de quem não estiver usando Sundown FPS 99.999.

São mais eficientes e precisos e principalmente muito mais baratos, pois convenhamos dá pena lançar um SM-6 de US$ 4,5 milhões toda vez que o Achmed soltar um drone de US$ 45,00 com uma granada em direção a um navio da US Navy.

Este brinquedo aqui é bem mais barato:

PO203-042

Com o nada criativo nome de Laser Weapon System (LaWS), o equipamento está instalado no USS Ponce e sendo testado no Golfo Pérsico. Criada pela aí sim criativamente batizada Soluções de Defesa e Segurança Kratos, a arma emite 33 kW de energia, num feixe invisível de raios convergentes, igual à Estrela da Morte.

Por enquanto ela funciona contra alvos macios, mas no futuro chegará a mais de 300 kW, o que permite muito mais alcance, ou muito mais eficiência para alvos próximos.

Melhor de tudo: cada disparo custa… US$ 1,00.

A parte chata é que como esses lasers são na faixa do infravermelho, não vemos nada, mas mesmo assim o teste é danado de legal:

U.S. Navy — Laser Weapon System (LaWS) demonstration aboard USS Ponce

Fonte: US Navy.

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