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Existe vida digital após a morte?

O que acontece à existência digital de uma pessoa depois dela bater as botas? Saiba o que algumas empresas e redes sociais fazem com os dados dos falecidos

22/04/2015 às 13:30

penadinho

Ninguém gosta de lidar com a morte, ainda mais quando os principais interessados somos nós mesmos. Se preparar para o inevitável é algo que deveria ser normal mas de fato, não é algo agradável.

Só que tratar da partida material ainda é de certa forma simples, se compararmos com nossas vidas digitais. A infinidade de dados que compartilhamos na internet, os arquivos que armazenamos na nuvem, tudo pode ficar lá eternamente depois que nós formos embora, sem ter ninguém para administrar. Mas algumas empresas não dão ferramentas para facilitar nossa transição e confiarmos nossos dados a pessoas próximas. Vejamos:

google

Gerenciador de contas inativas do Google

Algumas companhias como a Microsoft preferem trabalhar com o chamado período de inatividade: após um ano sem acessar seu e-mail, suas mensagens são deletadas. Dois anos sem acesso e a conta é encerrada. Outras porém fornecem um conjunto bem completo de ferramentas, como as que o Google introduziu em 2013. Através do Gerenciador de Contas Inativas você pode definir um tempo de inatividade para a conta ser bloqueada, alertar pessoas próximas e compartilhar dados com eles (se quiser) e em último caso, deletar a conta após o período de inatividade.

A Apple por outro lado tem uma abordagem totalmente diferente: os dados são do usuário e de mais ninguém. A menos que ele compartilhe seus dados com outra pessoa próxima tudo o que ele fez ficará trancado. Caso dados estejam armazenados em iPhones ou iPads protegidos por senha e criptografados, adeus: como bem sabemos nem Cupertino possui as chaves, apenas o usuário.

Por outro lado, fotos ou arquivos guardados no iCloud podem ser recuperados, mas somente via mandado judicial. Sim, a Apple analisa cada caso. Para realizar um wipe em um aparelho pertencente a alguém falecido é preciso apresentar o atestado de óbito e documentos que mostrem que o reclamante foi autorizado (nos Estados Unidos ele deve ser o executor declarado em testamento, aqui as regras são outras). Em todo caso é preciso entrar em contato com o suporte da Apple.

facebook

Conta do Facebook transformada em memorial

E o Facebook? Ele possui um recurso curioso que é transformar a página de um ente falecido em um memorial. Dá para fazer isso de duas formas: a primeira é com o usuário nomeando um contato legado, que terá poderes limitados sobre seu perfil (acessando Configurações, Segurança, Contato de Legado). Você pode autorizá-lo a baixar um arquivo com suas fotos e postagens, e ele poderá postar algumas mensagens, alterar a foto de topo do perfil e aceitar novas amizades (bizarro, eu sei). O nomeado entretanto não terá acesso a suas mensagens e informações pessoais.

A outra forma é com um parente fazendo uma solicitação ao Facebook para transformar a página num memorial, com posse do atestado de óbito. A mesma será convertida após análise e por não ter um administrador legado, ficará sem atualizações.

twitter

Por fim o Twitter. Assim como a Apple a conta na rede social é trancada, só o usuário possui acesso. Entretanto, parentes próximos podem solicitar que o perfil seja deletado, acessando este link. O Twitter então responderá com um e-mail pedindo mais informações. Ao fim da avaliação a rede social deletará tudo, de mensagens a imagens e vídeos.

Enfim, a morte chega para todos e portanto, é bom ao menos tentar facilitar as coisas para quem fica em relação a seus dados online. Ninguém gosta de pensar nisso, mas é preciso.

Fonte: Re/code.

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