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NASA bate o foguetão na mesa: ninguém vai pra Marte sem nossa ajuda!

Representante da NASA disse que seres humanos precisam deixar de ser dependentes do planeta Terra, mas que nenhuma empresa privada vai à Marte sem ajuda da agência espacial.

17/04/2015 às 14:20

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A gente vem falando aqui no MeioBit há muito tempo sobre os projetos e sonhos humanos de visita e uma dificílima colonização de Marte. Uma das prioridades atuais da NASA é levar humanos para o planeta vermelho.

E a agência resolveu deixar claro que iniciativas de companhias privadas não terão chance alguma de sucesso sem sua ajuda.

Recentemente o administrador Charles Bolden disse ao comitê de Orçamento do Governo dos Estados Unidos que o foco principal dos projetos da NASA, atualmente, envolve uma jornada até Marte. Estamos falando aqui de experimentos, estudos e testes que prevêm um pouso no planeta em 2030. Pouco menos de 15 anos.

Ah mas 15 anos é uma eternidade, Toad…” — tem certeza? Estamos mais pertos de 2030 do que 1999, ano de lançamento de discos como o Californication do Red Hot Chili Peppers, do Enema of the State do Blink 182, da vitória do Paul Tergat do Quênia na São Silvestre, acontecimentos relativamente recentes na nossa história. Sim, tempo é relativo, eu sei, mas o ponto é que quando a gente menos perceber, 2030 já chegou.

E eu sei que tem quem pergunte:

Ah, mas pra quê gastar tubos de dinheiro pra ir pro espaço, quando tem gente passando fome na África…”

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Primeiro que há dinheiro suficiente pra se investir nas duas frentes, uma coisa não impede a outra. E eu nem vou falar sobre toda a evolução científica que se consegue em projetos assim. Se você não é capaz de entender tudo isso, eu te apresento um argumento que pode mudar sua forma de pensar:

Uma possível ida do homem à Marte pode salvar a humanidade.

Uma missão tripulada é crucial pra entender o que aconteceu com Marte, que já foi habitável um dia, e adquirir conhecimento que permita que os cientistas encontrem formas de evitar que a Terra tenha o mesmo destino. ET Bilú que ensinou.

E o senhor Bolden vai ainda mais longe:

Humanos precisam se livrar da dependência do Planeta Terra… E Marte é o planeta que mais se parece com a Terra” — disse ele.

Acho que o ponto chave dessa exploração é o que a comunidade científica chama de Asteroid Redirect Mission (ARM), que tem como objetivo colocar um pedaço de asteróide em órbita ao redor da lua. A NASA pretende usá-lo pra testar diversos tipos de tecnologia de risco crítico, como propulsores que funcionam com energia solar, além de robôs autônomos. É preciso saber como isso tudo vai se comportar no espaço.

A ARM também é absurdamente importante para o estudo do Space Launch System (SLS), um sistema de lançamento que pretende enviar astronautas e equipamentos muito além da órbita da Terra. Nesse processo todo, a Lua é considerada um ponto intermediário entre a Terra e Marte, com possibilidade de pouso lá e tudo mais.

Ok, mas onde é que ficam as empresas como a SpaceX, que recentemente se tornou a primeira empresa privada a lançar um foguete em altitude orbital e que está experimentando foguetes reutilizáveis de uma forma sensacional?

Pois aí que tá: para Bolden, empresas como essa não representam qualquer tipo de competição pra NASA.

Nenhuma empresa comercial vai pra Marte sem ajuda da NASA e do governo!

E aí, o que vocês me dizem? Ele tem razão? Ou isso significa na verdade que Elon Musk e a SpaceX estão começando a incomodar?

Fonte: Forbes.

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