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Idea of donkey: político americano quer fazer uma ponte de porta-aviões

É a cara do Brasil, mas estranhamente é na gringa. Um político do Estado de Washington quer usar porta-aviões aposentados pra… fazer uma ponte.

13/04/2015 às 14:54

barquinhos

Nada não, só uns barquinhos…

Gostamos de falar mal de nossos políticos, e com razão, afinal estamos falando de gente com imunidade parlamentar, ocupando cargos cujo único requisito prévio é ser levemente alfabetizado. Políticos não precisam fazer qualquer tipo de teste, seja o Voight-Kampff, seja o de Turing, seja o do pezinho.

Embora a mídia dê mais atenção aos sérios, os EUA tem sua dose de políticos doidos, como um advogado retardado que propôs uma Lei permitindo a execução de gays e lésbicas. Outros são mais inofensivos (para gays) mas danosos ao público em geral, por demonstrarem total desconhecimento do Universo em que vivem, seja negando Aquecimento Global com o brilhante argumento “está nevando”, seja como o JÊNEO chamado Jesse Young, deputado pelo Estado de Washington.

Ele quer fazer uma ponte. Políticos adoram pontes, as inauguram com pompa e circunstância mesmo quando inacabadas. E a ponte de Mr Young faz sentido, economizaria uma jornada de 15 km entre Bremerton e Port Orchard:

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O problema: o político quer usar… porta-aviões. Na cabeça dele o USS Independence, USS Ranger, USS Constellation e o USS Kitty Hawk, que fazem parte da Frota de Reserva da Marinha estão na base naval só ocupando espaço.

Young quer mover os navios para o meio do canal, construir pistas em cima e assim ter uma ponte baratinha.

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A idéia em si não é nova, Alexandre o Grande usou pontes flutuantes com barcos no Cerco de Tiro. Na Segunda Guerra as Pontes Bailey foram fundamentais, um design modular de construção rápida, podendo ser montada em cima de barcaças, mais rápido do que a artilharia alemã conseguia contra-atacar.

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A questão aqui é a escala. Uma ponte Bailey dura semanas, no máximo meses. Um porta-aviões precisa de manutenção constante, são 100 mil toneladas de metal em contato com chuva e água salgada. Haja recruta pra passar Zarcão nisso tudo. Esse custo seria repassado pra prefeitura.

Fora o pequeno detalhe que uma fileira de porta-aviões interromperia o tráfego marítimo no estreito, e seria complicado de manter em linha durante tempestades.

A Marinha do Tio Sam já falou que naninanão, ninguém coloca a mão nos brinquedos dela, mas isso não impediu a câmara estadual de aprovar um estudo de viabilidade. Alguém vai faturar US$ 90 mil para produzir um relatório que será entregue em alguns meses e dirá basicamente “é uma idéia idiota”.

Só podia ser Brasil.

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