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Moradores da Crimeia perdem acesso aos jogos da Blizzard

Assim como Google, Apple e Valve, Blizzard adere às sanções impostas à Crimeia, impedindo que os moradores do local acessem os jogos que utilizam a Battle.net.

09/04/2015 às 8:31

World-of-Warcraft

Desde fevereiro do ano passado temos acompanhado pelo noticiário a crise política e militar que atinge a Crimeia, o que inclusive teria resultado na trágica destruição de uma avião da Malaysia Airlines que sobrevoava a região, e como sempre acontece nesses casos, uma série de sanções foi aplicada ao local.

Impossibilitados de importar ou exportar qualquer tipo de produto para os Estados Unidos ou para os países membros da União Europeia, os habitantes da Crimeia começam a sentir os efeitos da disputa pelo território e agora eles não podem nem mais se divertir enquanto aproveitam seus games.

Seguindo ordens do governo americano, a Blizzard passou a cortar o acesso na região a jogos como o World of Warcraft, Diablo III, Hearthstone e qualquer outro que utilize a Battle.net como forma de autenticação, chegando a enviar um email aos usuários pedindo desculpas pela decisão e que caso a situação mude, eles prontamente reativarão as contas.

Vale dizer que a Blizzard não foi a primeira a abandonar a Crimeia, já que no mês de janeiro a Valve anunciou que os jogadores de lá perderiam o acesso ao seu serviço de distribuição digital, com o mesmo acontecendo com os usuários do Google, da Apple e do Paypal.

Com os crimeios tendo que se preocupar com o conflito que bate a sua porta, não poder jogar o WoW ou participar das promoções do Steam certamente é o menor dos seus problemas, mas é muito fácil menosprezar esse tipo de proibição quando estamos daqui nos divertindo com nossos PlayStations e vendo nossos Gmails sendo entupidas por correntes.

Esse caso nos ajuda a pensar no quão importante a internet se tornou, algo que faz parte de nossas vidas e da qual nos tornamos tão dependentes. Imagine não ter acesso a informações, ser impossibilitado de conversar com um parente que mora longe através de um instant messenger e não poder dar risada do último meme que apareceu na web. Enfim, perder todas as maravilhas (e bizarrices) que a grande rede nos trouxe.

Infelizmente não existe previsão para que tais serviços voltem a funcionar na Crimeia, sendo que muitos outros ainda poderão ser desativados. Enquanto isso, os moradores da região terão que conviver com a ideia de que algo pode explodir sobre suas casas a qualquer momento e de que um retorno para o início da década de 90 é iminente.

Fonte: The Moscow Times.

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