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SHIELDS!

Outro dia, outra tecnologia de ficção científica. A Boeing patenteou uma tecnologia de escudos defletores para combater a parte mais mortal das explosões: a onda de choque.

30/03/2015 às 10:31

O bom senso diz que o maior perigo de uma explosão são os estilhaços ou o calor, mas na prática, como todo mundo que assiste Mythbusters sabe, o que mata é a onda de choque. Seu corpo é literalmente esmagado, quando a coluna de ar atinge o obstáculo e a inércia a faz querer continuar seu movimento.

Contra estilhaços é tranquilo, há vidro balístico, kevlar, cerâmicas e outras blindagens, mas a onda de choque continua mortal e responsável pela maior parte dos ferimentos experimentados por combatentes, e o pior, muitas vezes esses danos só são encontrados tempos depois, em geral no cérebro, que é bem protegido mas não foi projetado para aguentar explosões e ser sacudido a 100 G.

Agora a Boeing deu entrada numa patente que promete diminuir esse problema, e é algo digno de ficção científica. A idéia é que a onda de choque de uma explosão pode ser refletida se encontrar condições atmosféricas desfavoráveis, como camadas de ar com temperatura diferente.

É o mesmo truque que submarinos usam para enganar sonar de alvos de superfície. Eles ficam abaixo de uma camada térmica: se duas camadas de oceano possuem temperatura diferente, a interface entre as duas gera uma zona que reflete ondas sonoras.

A Boeing quer usar microondas, arcos elétricos ou “lasers” para aquecer o ar próximo ao alvo, quando detectar uma explosão. Isso criaria uma região com um diferencial de temperatura, a onda de choque seria dispersada e os danos sofridos pelos soldados seriam bem menores.

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O pessoal da Wired não gostou, disseram que o projeto da Boeing não é um campo de força, como em Star Trek. Verdade, mas escudos defletores não são campos de força, e se comportam exatamente como na patente, eles estão potencialmente ligados mas só são ativados na área onde ocorre o ataque.

Provavelmente a idéia, que é excelente nunca vai sair do papel, ou no máximo do protótipo. É o tipo de coisa que no mundo real envolve tantas variáveis que se torna impossível uma aplicação eficiente da teoria, mas é sempre bom ver gente pensando fora da caixa.

A grande ironia é que esse escudo defletor digno de ficção científica seria completamente inútil no espaço.

Fonte: NBC.

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