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Apple é Hitler, diz chinês

Na falta de alguém para chegar e dizer “miga, menos, na boa, tá demais”, um empresário bilhardário chinês resolveu preparar o terreno para lançar um smartphone falando mal da concorrência, e foi direto abaixo da cintura. Basicamente comparou a Apple a Hitler.

29/03/2015 às 1:35

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Em geral as pessoas não gostam de ser comparadas a nazistas, mesmo quando fazem coisas horríveis como corrigir os menores erros gramaticais dos outros. Também não é de bom tom sair acusando os outros de nazismo, a não ser que você esteja no Tumblr e seu interlocutor seja branco homem hétero cis.

No mundo dos negócios a associação também não é boa, por isso a IBM brigou quando um livro documentou que eles venderam aos alemães equipamento usado para tabular dados de campos de extermínio, e a Coca-Cola odeia quanto perguntam quem inventou a Fanta.

Isso não importa para Jia Yueting, um bilionário chinês (ah, o Marketismo-Leninismo, ou Socialismo de Mercado) dono do Leshi TV, um kibe do YouTube muito popular na China.

Ele vai lançar o LeTV X900, um smartphone Android, e não perdeu tempo desqualificando a concorrência, no caso a Apple. Em sua página no Weibo Jia postou um texto comparando Android e iOS, falando de “crowdsource e liberdade vs arrogância e tirania”, do “regime arrogante de dominação do iOS sobre os desenvolvedores”, e ainda sugeriu que o Império da Apple estava morrendo.

Eu sei, não faz sentido, nem o pessoal do Software Livre faz mais esse discurso, e mesmo os Stallmans da vida não falam assim sobre Android, visto o telhado de vidro de estar profundamente ligado ao Google. Jia não liga pra esses detalhes, e acompanhou o texto com a imagem abaixo:

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A comparação, ainda mais por ser a sério não deixou muita gente feliz, e no final a imagem foi substituída por um rei qualquer.

A Apple não tem nada de santa, está muito mais próxima do Big Brother de 1984 do que dos piratas, mas há uma enorme diferença entre ser uma empresa competitiva implacável e ser comparado a um regime totalitário que exterminou 6 milhões de judeus e 2 palhaços.

A hipocrisia maior, claro, é o tal Jia achar que em 2015 a gente ainda cai nesse papo de Open Source como movimento de contracultura anti-establishment abaixo empresas capitalistas malvadas. Convenhamos nem o Ballmer acha mais que Open Source é coisa de comunista. Que dirá um bilionário chinês.

Fonte: TV.

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