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Biometria: smartphone chinês autentica via capilares nos olhos

A ZTE lançou o Grand S3, um Android genericão mas com um recurso interessante: incorpora no login a opção de usar biometria, escaneando os capilares em seus olhos. É uma excelente alternativa para quem não pode usar o Touch ID, como o Lula por exemplo.

10/03/2015 às 17:05

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Convenhamos, senhas são um inferno. Ou a gente não consegue lembrar ou acaba usando combinações simples como a do escudo de Druidia. Com a quantidade de ataques de força bruta qualquer coisa decorável é automaticamente vulnerável. A promessa da biometria é antiga, acabar com as senhas, aumentar segurança e facilitar a vida de todo mundo.

Claro, biometria como temos hoje é hackeável, mas é uma questão de custo/benefício. A segurança da primeira linha de defesa de um celular em geral se resume a uma senha de 4 números, 9.999 combinações. Se o Touch ID da Apple for tão pouco seguro quanto isso já sai na vantagem, pela praticidade.

A ficção é cheia de soluções biométricas, como leitores de retina, sensores de palma de mão, detectores de circuncisão (The Hebrew Hammer, recomendo). Em Jornada nas Estrelas os computadores funcionam por voz, reconhecem os humanos e em caso de comandos com consequências mais sérias, pedem um código de autenticação, gerando outra camada de segurança. Aliás o código de autodestruição da Enterprise era “zero, zero, zero destruir zero”.

Em Star Wars a autenticação era transparente, os dróides não perguntam nem pedem senha. Como pessoas normais eles sabem com quem estão interagindo. Esse é o nível ideal de biometria, seu celular precisa identificar você só pelo ato de segurar. Ou olhar pra ele.

O protótipo disso saiu pela ZTE, é o Grand S3, com tecnologia Eyeprint ID™. O bicho usa a câmera frontal para mapear os capilares em seus olhos, gerando um mapa 3D único e impossível de ser replicado, ou pelo menos trabalhoso demais a menos que o telefone em questão seja do Putin, do Obama ou da Scarlett Johansson.

zoio

A tecnologia é licenciada da EyeVerify, e quem testou gostou. Depois que você se acostuma e posiciona o telefone na distância ideal, a autenticação leva menos de meio segundo. Menos tempo do que eu levo pra digitar minha senha secreta do Lumia, 1234.

A principal vantagem é que essa tecnologia não demanda hardware específico, como as soluções biométricas de leitura de digitais. Basta uma câmera frontal decente. Aqui um vídeo de demonstração. Ignore o japa falando de escanear retina, não é assim que essa tecnologia específica funciona:

Android Central — ZTE Grand S3 and its EyePrint ID

Legalzinho né? Claro que tem muito o que ser aprimorado, inclusive a necessidade de você selecionar a opção biométrica, mas eu acho que isso dá samba, e qualquer coisa que ajude a eliminar passwords tem todo meu apoio, menos o Dildo ID™.

Fonte: ZTE.

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