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Um acessório de US$ 34 que transforma seu smartphone num detector de HIV e sífilis

Conheça o dongle de smartphone que realiza testes de HIV e sífilis em apenas 15 minutos; meta é levá-lo a lugares de difícil acesso a médicos

10/02/2015 às 11:02

hiv-sifilis-detector

Imagine o seguinte cenário: você é um médico atendendo populações ribeirinhas pra lá de onde Judas perdeu as meias, sem assistência nem nada. África por exemplo, onde os índices de pacientes com AIDS são altos. Realizar exames nessas condições não é uma tarefa fácil, falta material, instalações, pessoal… bem, falta tudo.

E se seu smartphone fosse capaz de realizar um exame de sangue de forma bem simples e prática, e entregasse o resultado de testes de HIV e sífilis rapidamente? É o que uma equipe de pesquisadores da Columbia Engineering propõe com um dongle que estão desenvolvendo.

O acessório é conectado na entrada P2 dos smartphones, o que de cara elimina a necessidade de adaptadores ou de versões variantes para iPhones e todo o resto de aparelhos. Ele realiza três tipod de testes: um de HIV e dois de sífilis. A grande vantagem está no custo envolvido: enquanto equipamentos profissionais custariam em torno de 18 mil dólares para entregar os mesmos resultados, o dongle custa ao todo US$ 34.

O procedimento é simples: é coletada uma amostra de sangue do paciente, e o coletor é conectado a uma base com micro fluidos. Ao conectar o conjunto no smartphone e abrir o app, o médico só precisa pressionar uma câmara que vai gerar pressão, movendo os fluidos reagentes para que entrem em contato com o sangue. O resultado é entregue em até 15 minutos.

Sia Lab — A smartphone dongle to diagnose sexually transmitted infections

O dr. Samuel K. Sia, engenheiro biomédico e líder do projeto diz que a intenção é fornecer uma ferramenta barata e prática, que pode ser manuseada com treinamento mínimo (eliminando a necessidade de profissionais qualificados em lugares remotos) e mais importante, precisa. Fazer o diagnóstico precoce é importante em ambos os casos principalmente em mulheres grávidas, já que ambas doenças podem ser passadas para os filhos durante a gestação ou no parto. E deixando a AIDS um pouco de lado, é importante lembrar que 90% dos casos de sífilis ocorrem em países em desenvolvimento.

Pra mim essa é uma iniciativa excelente. Assim como o Peek e o EyeGo, quanto mais simples e prático for o procedimento mais pessoas nos lugares mais inóspitos do mundo sairão ganhando. Claro que arestas ainda precisam ser aparadas (o conjunto ainda dá alguns falsos positivos) mas em situações extremas é melhor ter um desses do que não ter nada, e os que mais precisam agradecem.

Fonte: ET.

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