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Apertem os cintos a torre de controle sumiu

Bem-vindo ao estranho mundo onde uma torre de controle sem ninguém consegue ser eficiente. Como? É só automatizar e gerenciar remotamente, a Suécia está fazendo isso.

05/02/2015 às 16:07

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Nos primórdios da aviação não existiam aeroportos. Aviões pousavam em descampados, estradas e campos de futebol. Rapidamente perceberam que não era uma boa idéia e surgiram as primeiras pistas dedicadas. Quando o fluxo de aviões se tornou maior, e acidentes começaram a acontecer, o pessoal se tocou que era preciso organizar a bagunça.

Lembre-se, era uma época sem rádios, o sujeito vinha pousar, pousava. Surgiu a figura do controle de solo, com torres onde controladores examinavam o céu com binóculos, alertando os aviões no chão com sinais luminosos e bandeiras de que vinha alguém para pousar. Quando o caminho estava limpo, autorizavam os aviões, organizavam a fila… o mesmo que todo mundo que já decolou em SDU ou CGH já experimentou.

Hoje em dia há rádios, radares de aproximação, transponders, radares de tráfego de solo e os aeroportos são imensos. Boa parte do trabalho é feito com câmeras, e os controladores de vôo ficam em uma sala fechada, escura. Claro que a vista da Torre é ótima, mas será imprescindível?

Segundo os suecos não. O aeroporto em Örnsköldsvik, por exemplo, não tem torre de controle, em compensação a uns 200 km de distância o aeroporto de Sundsvall tem duas. Uma delas é esta aqui:

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O projeto usa câmeras e microfones para criar uma visão externa da torre em Örnsköldsvik (blogs marqueteiros vão dizer que é realidade aumentada, hypervisão, telepresença, etc. São só umas câmeras, cacete). Os sinais de rádio e radar são retransmitidos para Sundsvall, e de qualquer jeito antenas e radares não ficam na torre, em geral procuram uma elevação próxima.

Para os aviões dá no mesmo, já para os controladores é excelente, não precisam viajar horas para sentar a bunda em um aeroporto com pouquíssimos pousos por dia.

Há outras vantagens: a torre virtual (dsclp) permite que você sobreponha informações nas telas, use imagens de câmeras de visão noturna e infravermelhas, resolvendo problemas de neblina e chuva forte.

A experiência na Suécia, que começou a ser desenvolvida em 2004 está sendo bem-sucedida, e agora em 2015 um aeroporto nos EUA será convertido pra mesma tecnologia. Além de economizar tempo e otimizar recursos humanos, torres de controle remotas seriam ótimas em situações de combate, com controladores de várias partes do mundo em mutirão para controlar uma evacuação, por exemplo, ou em áreas de desastre.

Oh droga, deveria ter chamado de Torres-Drone, renderia mais cliques.

Fonte: HPR2.

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