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Momento Ecológico consciente, cortesia do Super Bowl

Imagine o último lugar onde você imagina achar uma iniciativa ecológica, inteligente, eficiente e boa para o planeta. Isso mesmo, o Super Bowl. E é algo tão legal que mesmo quem não liga pra essas coisas aprecia a iniciativa.

02/02/2015 às 11:41

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Há toda uma brigada ecochata que acha que porque o MeioBit não faz campanhas abraçando árvores, somos implacáveis inimigos da natureza, torcendo pelos vilões no Capitão Planeta, jogando bebês-pinguins no aquário das focas e — horror — misturando metal e papel na lata de coleta de lixo reciclável.

A grande questão é que não acreditamos em soluções mágicas, como aquela idéia imbecil de uma máquina de lavar acoplada na privada. Uma casa normal lava roupa uma vez por semana. Você “economizaria” 4 descargas por mês, pagaria uma fortuna e teria todo o custo de desenvolvimento e produção da tal máquina.

Eu, pessoalmente não compro esse tipo de ativismo que só serve pra tirar a responsabilidade de quem é de direito. A grande maioria das soluções maravilhosas esbarram na realidade, sejam células solares (que custam uma baba pra produzir, são cheias de metais poluentes e duram 5 anos), sejam usinas eólicas, que matam pássaros, fazem barulho e no final você acaba sem ter onde armazenar a energia.

Do outro lado há soluções MUITO interessantes, que não ganham destaque pois apenas funcionam, e ecochato que se preza quer polêmica, ou salva o mundo de uma vez ou não serve. Uma dessas soluções são os boilers com aquecimento solar, algo que em uma casa com 3 pessoas é amortizado em 8 meses. Outra solução é ainda relativamente cara mas é tão boa que até o show de desperdício e extravagância que é o Super Bowl, adotou: a iluminação de LEDs.

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Uma lâmpada convencional funciona aquecendo um filamento de tungstênio, que então passa a emitir luz e calor. Um LED usa um fenômeno diferente, chamado eletroluminescência, onde algumas substâncias, quando excitadas (ui!) por correntes elétricas respondem emitindo luz. De uma forma que com certeza vai confundir você:

A lâmpada brilha porque esquenta, o LED esquenta porque brilha.

O primeiro LED, baseado em pesquisas inglesas de 1903 foi criado em 1927 por um russo, mas como componente eletrônico isolado o LED só começou a aparecer nos Anos 60. Aos poucos a tecnologia foi evoluindo e LEDs amarelos, verdes e até brancos surgiram. A potência da luz emitida vem dobrando a cada 36 meses. Existem LEDs infravermelhos (o controle remoto da sua TV), ultravioleta e até lasers.

A peça que faltava, o LED azul só foi aparecer em 1994, e rendeu a seus inventores um Nobel da Física. Com o Azul, o Vermelho e o Verde temos RGB, estava aberta a criação de telões de LEDs, painéis elegantes e fones Bluetooth com luz azulzinha.

O LED tem um monte de vantagens sobre lâmpadas. Um LED pode durar em teoria 100 mil horas, uma lâmpada incandescente tem vida média de 1.000 horas. Com 1,5 V você acende um LED, uma lâmpada com essa voltagem tensão mal esquenta o filamento.

Em termos de eficiência térmica então é covardia. É comparar Satanás com a Elsa. Uma lâmpada incandescente desperdiça 50% da energia, convertendo em calor. LEDs ficam em 4%. Como resultado faróis de LED são padrão em carros modernos, pra desespero dos playboys que enfiam Xenônio, queimam os chicotes e vão chorar na concessionária.

As lâmpadas de LED estão começando a ser usadas em residências.

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A “interface” é a mesma, mas a maioria funciona em 12 V, não 127 V. Uma lâmpada de LED com consumo de 6 W ilumina com a mesma capacidade de uma incandescente de 40 W. No Brasil, com todos os custos envolvidos, uma dessas custa R$ 26,98. Com durabilidade estimada de 35 mil horas. Compare com as 1.000 horas das incandescentes.

Por isso a iniciativa do Estádio da Universidade de Fênix, onde foi jogado o Super Bowl, faz todo o sentido. Eles trocaram os 780 conjuntos de iluminação, usando lâmpadas convencionais de arco por 312 conjuntos de LEDs, num total de 44.928 LEDs individuais.

De cara isso representou uma economia de energia de 75%. Os LEDs consomem 310 kWh versus 1,24 MWh das lâmpadas anteriores, que pra piorar precisavam esquentar 20 minutos antes de atingir iluminação total (ou nirvana, pros entendidos). LED não, ligou acendeu no máximo.

Ou seja: uma solução prática, que gera ganhos de eficiência, economiza energia, produz resultado de maior qualidade, custa mais caro mas não impossivelmente mais caro.

Isso pra mim é um gol de placa.

Fonte: SH.

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