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A melhor forma de conseguir os dados de alguém: perguntando

Fato: não sabemos lidar com nossos próprios dados; experiência de Jimmy Kimmel e QR Code “inofensivo” provam que basta uma pergunta para falarmos tudo

30/01/2015 às 11:03

qr-code

As pessoas já deveriam ter aprendido há muito tempo que melhor ferramenta de segurança para nossos dados, independente do que quer que seja somos nós mesmos. Ainda assim é impressionante o quanto somos descuidados com nossas informações, algumas até mesmo cruciais demais e não nos tocamos do que estamos compartilhando.

Usem criptografia, senhas, drives externos, verificação em dois passos, o que for: a velha engenharia social (ou em alguns casos, uma chave de boca) é mais do que o suficiente para se conseguir acesso ao que for. Duvida?

Semana passada o apresentador Jimmy KImmel fez um experimento no mínimo curioso e à primeira vista bobo: ele enviou uma repórter às ruas perguntando para os transeuntes “qual é a sua senha?”. Loucura né? Quem em sã consciência daria sua chave pessoal para um estranho, ainda mais sabendo que aquilo iria parar na internet? Nunca funcionaria alguns diriam, certo?

Errado. Veja o vídeo:

Jimmy Kimmel Live — What is Your Password?

As pessoas dizem “ah, minha senha é tal coisa + tal coisa”, e não se tocam que deram a chave para a repórter quando ela na sequência emenda perguntas sobre os elementos que compõem as senhas. Elas simplesmente não percebem

Você poderia até dizer “a matéria é falsa, são atores, etc”. Concordo, podem ser atores (embora eu não duvide da ingenuidade, para dizer outra coisa, da espécie humana) mas o fato é que negligenciamos nossos dados, passamos informações cruciais para qualquer um sem nem mesmo percebermos o que estamos fazendo.

Foi o que outro experimento, desta vez realizado pelo Trinity College de Dublin provou. Pessoas que estivessem passando pela entrada do colégio na noite de terça feira dariam de cara com um enorme QR Code projetado na fachada, sem nenhum outro tipo de informação. Ele também foi fixado em diversos lugares do campus e inclusive compartilhado no Twitter.

Até aí poderia ser qualquer coisa. Cerca de 100 pessoas escanearam o código e deram de cara com um questionário, que fazia diversas perguntas sobre inúmeras informações sensíveis. O mais impressionante é que 27% das pessoas que o responderam compartilharam dados pra lá de particulares, como… estado de saúde e número do cartão de crédito.

O experimento fazia parte de um evento do colégio para alertar as pessoas sobre o perigo de compartilhar seus dados de qualquer forma. A instituição avisa inclusive que nenhuma informação foi armazenada, como era de se esperar.

Por isso fica a dica: precisamos nos reeducar. Afinal, não adianta nada usar uma chave complexa ou simples se o usuário vai soltar tudo o que sabe na primeira oportunidade.

Fonte: TNW.

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