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Foblets caminham para ser o form factor padrão da indústria

Atenção você que prefere smartphones pequenos: tudo indica que 400 milhões de foblets sejam fabricados até 2019, se tornando o formato padrão da indústria

30/01/2015 às 9:32

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Em 2011, quando a Samsung apresentou o primeiro Galaxy Note muita gente torceu o nariz. Acostumados com aparelhos menores e mais portáteis, a ideia de carregar um dispositivo com uma tela de 5,3 polegadas no bolso nos pareceu… estranha. Na questão da portabilidade não fazia sentido.

Somemos a isso a posição de Steve Jobs, que muita gente toma como guru sobre celulares maiores quando disse no lançamento do iPhone 4 que “ninguém compraria celulares grandes”. Passados mais de quatro anos o cenário é outro e vai mudar ainda mais.

A verdade é que fabricantes como LG, Motorola e Sony investiram no mercado de foblets, melhorando o conceito e apresentando dispositivos grandes com bom consumo energético e telas de alta qualidade. Isso é o que o consumidor queria, um aparelho com um tamanho minimamente confortável não só para fazer ligações (alguém ainda faz?), mas também para consumir mídia.

O iPhone, embora fosse um produto excelente ficou limitado a uma tela de 3,5 polegadas até 2012 e o lançamento do iPhone 5, quando todo mundo já tinha seguido a Samsung e imitado o Galaxy Note com concorrentes bons ou nem tanto. Somente em 2014 a Apple se rendeu de vez, com os iPhones 6 e 6 Plus, este último de fato um foblet.

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Hoje, embora tenha sido o Galaxy Note o que começou essa confusão convenciona-se dizer que um foblet precisa ter no mínimo uma tela de 5,5 polegadas. Hoje temos produtos muito bons nessa categoria, o LG G3 é um excelente exemplo disso. Ainda assim há quem prefira aparelhos menores, seja porque acha foblets desengonçados, seja porque possui mãos pequenas. Só que infelizmente para esses o mercado não pretende agradá-los por muito tempo mais.

De acordo com uma pesquisa publicada pelo Instituto Juniper, até 2019 mais de 400 milhões de foblets serão enviados às lojas, 138 milhões a mais do que o esperado para 2015. Claro que a Apple tem parte da culpa, mas a grande maioria será de aparelhos de entrada e intermediários. O grupo analisou a crescente demanda por aparelhos maiores e constatou que em apenas dois anos, a maioria dos dispositivos disponíveis no mercado serão grandes.

O motivo é simples: os usuários querem que seus smartphones façam de tudo. Consumir vídeos e jogar é algo excelente de se fazer em trânsito, e quanto maior a tela melhor. Além disso, donos de tablets não são tão propensos a comprarem smartphones pequenos, e o aumento da oferta tem derrubado os preços dos foblets. Logo, todo mundo quer um smart que comeu o cogumelo do Mario.

O estudo também nota que o gap entre desktops, consoles de mesa e dispositivos portáteis estão diminuindo cada vez mais: hoje em dia um tablet, um smartphone, um notebook e um videogame compartilham boa parte de seus componentes, e por causa disso a qualidade gráfica, de áudio e performance de todos esses aparelhos está se tornando cada vez mais similar. Isso é uma vantagem para os aparelhos móveis, que ganham em preço e portabilidade.

Eu entendo que muita gente prefere aparelhos menores, mas pelo andar da carruagem esses consumidores podem se tornar um nicho em pouto tempo, isso se os fabricantes abrirem mão de vez desses aparelhos em prol dos foblets.

Fonte: DT.

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