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Oculus VR começa a produzir filmes de animação

Para mostrar que a realidade virtual pode servir para muito mais do que games, criadores do Oculus Rift fundam um estúdio que focará no desenvolvimento de filmes de animação e já apresentam o primeiro curta.

28/01/2015 às 10:01

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Enquanto na semana passada as redes sociais ferviam com o anúncio do HoloLens, inclusive com muitas pessoas afirmando que o Project Morpheus e o Oculus Rift estavam em apuros, os criadores deste choravam encolhidos no canto continuavam tentando encontrar maneiras de tornar o aparelho interessante para o maior número possível de pessoas.

É bastante natural olharmos para óculos de realidade virtual e pensarmos apenas nos games, mas o pessoal da Oculus VR espera que o aparelho ajude a tornar outras formas de entretenimento mais imersivas, como por exemplo as animações.

Para mostrar o quanto a tecnologia poderá ajudar esta indústria, a fabricante do Rift fundou o Story Studio, uma produtora liderada por veteranos da Pixar e que durante o Sundance Film Festival exibiu um curta-metragem criado especificamente para o HMD.

Com o nome de Lost, a animação de cinco minutos é um dos muitos projetos em que o estúdio está trabalhando e tem como principal diferencial permitir que o espectador se abaixe e/ou olhe ao redor, podendo admirar o cenário em 360 graus. A intenção com ele evidentemente é tentar vender a ideia de que tais recursos são possíveis graças a realidade virtual.

Porém, o CEO da Oculus VR, Brendan Iribe, admite que ninguém sabe ao certo como utilizar a realidade virtual nos filmes e por isso a criação de curtas como este lhes permitirá fazer alguns testes, especialmente em relação a narrativa. O problema é que ao permitir que o espectador olhe para onde quiser, existe a chance dele perder momentos importantes da exibição, por isso eles optaram por interromper a narrativa até que o usuário volte sua atenção para pontos importantes da história, o que por sua vez fará com que a transmissão dure menos ou mais, dependendo do interesse da pessoa em explorar os cenários.

Isso me faz pensar que os envolvidos neste tipo de criação realmente terão um belo desafio pela frente, mas mesmo acreditando que esses “filmes com liberdade” nunca substituirão os tradicionais, fiquei com uma baita vontade de ver uma animação desta maneira. Deve ser uma experiência muito bacana.

Fonte: Variety.

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