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Crise: um a cada quatro funcionários da IBM irá para a rua

Maus resultados nos últimos trimestres levam IBM a realizar o maior corte da história: ao todo mais de 111 mil funcionários serão demitidos em todo o mundo

26/01/2015 às 13:30

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A IBM passa por um período delicado. A outrora leviatã está tentando transitar do hardware legado para a computação em nuvem, e os números não estão sendo gentis: trimestre após trimestre a empresa fecha em declínio, e após mais um período de vacas magras a empresa uma mega reestruturação.

Claro que isso não vai acabar bem para seus colaboradores: em média 26% de toda a sua força motriz será dispensada, o que significa o corte de mais de 111 mil empregos.

O plano, chamado de “Projeto Chrome” será posto em movimento ainda nesta semana. A IBM conta atualmente com 430 mil funcionários em todo o globo, o que resultará na dispensa de pelo menos 111.800 pessoas. Se esse plano se concretizar será o maior volume de demissões do mercado corporativo da história, superando o recorde de 60 mil demissões em 1993. Recorde este também da IBM.

A informação veio do jornalista Robert Cringely, que criticou duramente a companhia em seu livro The Decline and Fall of IBM (sem versão em português). Para ele, a culpa da IBM chegar a essa situação recai sobre os CEOs anteriores Louis Gerstner e Sam Palmistano. Já a atual Virginia Rometty teria sido omissa, se mostrando incapaz de reverter a crise.

A verdade é que a IBM perdeu diversos clientes grandes, e o Projeto Chrome seria uma forma de conter o prejuízo. As demissões se concentrarão nos Estados Unidos, mas nenhuma divisão – incluindo a brasileira – estará a salvo: estamos falando de um corte tão severo que um em cada quatro funcionários da companhia vai perder o emprego.

O motivo para a debandada de seus clientes é simples: as empresas não querem mais arcar com hardware legado, e preferem armazenar seus dados em grandes datacenters na nuvem (serviços como os da Microsoft e da Amazon são dois calos no sapato da IBM). Se você não precisa de hardware, não precisa da IBM.

A parceria com a Apple veio com a missão de injetar ânimo novo no mercado corporativo, e até onde se sabe ela prosseguirá. Por outro lado não se sabe se ela será diretamente afetada pelos cortes – o projeto MobileFirst, que desenvolve aplicações corporativas para Cupertino conta com 6 mil funcionários, portanto é quase certo que uma boa parte deles vai rodar também.

Se a IBM vai conseguir se reinventar, é cedo para dizer. Eu não sou tão ingênuo e sei que o mercado de trabalho é cruel, a principal medida para cortar gastos é sim demitir pessoal – veja a BlackBerry, que mandou milhares embora mas comprou um jato ao mesmo tempo -, mas não quer dizer que a situação me agrada ainda mais porque ela chegou a essa situação por não se adaptar a tempo.

Fonte: F.

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