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Disney cria robô que de forma alguma será usado para o mal

Desenvolvendo uma idéia da Disney um grupo de estudantes alemães criou uma tartaruga-robô para fazer desenhos na areia. “Só agora?” perguntam os Maias. Pois é, mas mesmo assim o negócio é muito legal, pena que será mal-usado.

15/01/2015 às 0:45

irubens

Em 1967 um grupo de educadores e programadores liderados por Seymour Papert desenvolveu Logo, uma linguagem de programação voltada para crianças. Uma iniciativa louvável, pena que crianças são muito mais espertas e ambiciosas do que adultos imaginam, e todas as que gostavam realmente de computadores se viravam para aprender BASIC.

No Logo você comanda uma tartaruga na tela, com comandos simples como FORWARD 10, LEFT 45, essas coisas. O cursor era chamado de tartaruga, e várias iniciativas produziram robozinhos com canetas que executavam no mundo real os comandos e desenhos na tela. Foi uma iniciativa válida para familiarizar crianças com computadores, na época em que eram do tamanho de salas. Os computadores, não as crianças.

Agora a Disney traz de volta tudo isso (menos o Logo). Em parceria com estudantes do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique desenvolveram esse bichinho aí de cima, o Beachbot. Ele usa rodas, tem um arado especial com sete pontas independentes para variar a espessura da marca deixada na areia e pode fazer desenhos padronizados, aleatórios ou replicar desenhos programados pelo usuário.

Como GPS não seria preciso o suficiente e um sistema de navegação inercial seria muito caro, ele usa quatro postes especiais para delimitar a tela. O resultado é bem legal, veja:

DisneyResearchHub — Beachbot

Embora seja “apenas” um projeto de estudantes, estamos falando de alemães, um povo que tem termos como Schadenfreude, Kummerspeck, Backpfeifengesicht e rindfleischetikettierungsüberwachungsaufgabenübertragungsgesetz, mas não tem nenhuma palavra para gambiarra, quebra-galho ou “tá bom assim”. A atenção deles aos detalhes, a quase insana busca por qualidade resulta em coisas como Bugatti Veyron, o Messersmith 262 e o Saturno V.

Daí o Beachbot ser um projeto de faculdade com cara de produto de loja, e não duvidem, isso VAI parar em lojas bem rápido. É o tipo de brinquedo que será usado por marketeiros em milhares de ações em praias, manés fazendo pedidos de casamento, clubes organizando cadeiras e sombrinhas… as possibilidades são imensas.

Assim como a possibilidade de hacking. Convenhamos, um monte de gente nunca passamos dos 12 anos de idade, a possibilidade de um brinquedo desses numa praia, desenhando ou escrevendo de forma automática, à nossa disposição é boa demais.

No mínimo uma Skol da vida vai pagar pro robô escrever slogans, só para descobrir que algum desocupado hackeou o bichinho e o usou para fazer como os retardados do Top Gear, que com cavalos de pau e freadas desenharam uma… salsicha de cavalheiro num daqueles rios cimentados de Los Angeles…

'Top Gear': Damian Lewis gets behind the wheel

Fonte: ET.

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