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Exército dos EUA pensa em amenizar exigências físicas para recrutar mais nerds

Tirando nerds tipo o Neo a maioria não é muito dada a atividades físicas, e isso tem prejudicado o Exército dos EUA, que precisa montar suas forças de guerra digital, mas ninguém passa nos testes físicos. Alguns acham que o jeito é… afrouxar as exigências.

02/01/2015 às 9:01

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Convenhamos, nerds fazem jus à sua reputação. Poucos dividem seu tempo entre escrever drivers para sensores em Arduínos e fazer séries de abdômen na academia. Não é o tipo de atividade prioritária para nossa sobrevivência, mas os militares discordam.

As exigências físicas para quem vai trabalhar longe da linha de frente são as mesmas dos soldados comuns no Exército dos EUA, mesmo os que não entram em combate, que aliás são a maioria. Hoje entre logística, administração, apoio e o sujeito que arruma VAT 69 para o Capitão Nixon, o número varia entre 3 e 7 soldados cuidando de papelada para cada um na linha de frente. Na 2ª Guerra essa relação chegou em alguns momentos a 15 pra 1.

Mesmo as unidades de combate possuem exigências físicas desnecessárias. Um operador de radar ou um meteorologista não precisam saber correr pular atirar e conhecer 17 formas de matar um homem desarmado. Se bem que se o homem está desarmado é só dar um tiro nele.

Agora a coisa piorou. O perfil de soldado que as forças armadas modernas precisam não é o Rambo, é o Neo, mas não o da Matrix, o hacker (ok o hacker era dentro da Matrix, mas você entendeu).

Nos EUA 70% dos jovens entre 17 e 24 anos não servem para servir. E quem não serve para servir não vive para viver, ou algo assim.

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Esses jovens são justamente os cyber-guerreiros que protegerão a infraestrutura das forças armadas, farão ataques invadindo a maior produtora de cinema da Melhor Coréia e roubarão os filmes a ser lançados. É a geração Google, não a geração Fitness.

Soa como Ender's Game, mas você não precisa ser alto forte e bonito como Tom Cruise para pilotar um Reaper e sentar 2 ou 3 misseis Hellfire em algum terrorista idiota que tuite a própria localização.

Segundo o Major General Allen Batschelet, não faz sentido exigir de um cyber-warrior as mesmas performances físicas de um ranger, se o sujeito é saudável, mantém uma aparência profissional e consegue hackear um sistema de dados inimigo, não deveria precisar fazer 100 flexões, 100 abdominais e correr 3 km em menos de 10 minutos, como um Ranger.

Hoje o desempenho mínimo para os recrutas entre 17 e 21 anos são 35 flexões, 47 abdominais e 3 km em menos de 16 min 36 seg.

Já existe um enorme preconceito dentro das forças armadas; nerds, pilotos de drone e similares são cidadãos de segunda-classe. Baixar as exigências fará com que esse preconceito se agrave, mas é inevitável.

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Da mesma forma que o alto-comando forçou a aceitação de negros, mulheres e gays, grupos aliás que se destacaram indo além do cumprimento do dever, os nerds serão entubados goela abaixo, e isso é essencial.

É linda a imagem do sujeito com um fuzil na mão em um campo de batalha mas o nerd examinando imagens de satélites e drones e identificando posições inimigas é muito mais eficaz.

Óbvio que nos cartazes de recrutamento é preferível que continuem com as imagens do Tom Cruise.

Fonte: WT.

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