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Cientistas transformam comentários de portais em combustível de foguete

Nem todo foguete usa combustíveis nobres como hidrogênio ou antimatéria. De qualquer jeito, importante é que funcione, e um pessoal está pesquisando como transformar dejetos de astronautas em metano.

28/11/2014 às 20:41

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Os fãs de Futurama acham normal uma nave espacial movida a cocô, mas nós, nerds das antigas preferimos combustíveis mais dignos, como Antimatéria, Cavorita, Tylium ou mesmo uma esfera de Berílio. A realidade infelizmente não concorda com a gente e temos que nos contentar com o possível, que é bem menos glamouroso.

Cada quilograma colocado em órbita custa uma fortuna, e quanto mais distante, mais caro. Uma base na Lua por exemplo precisa importar absolutamente TUDO, então cada grama economizada é grana economizada.

Uma forma de economizar é produzir combustível in loco, o que envolve mineração e plantas de processamento químico, algo nunca feito no espaço, e de qualquer jeito se como a Denise Fraga diz, química não serve pra nada, bioquímica pode ter a solução. É o que pesquisou Pratap Pullammanappallil, Professor de Engenharia Agrícola e Biológica da Universidade da Flórida.

Auxiliado pela NASA ele e um estudante calcularam quanto metano conseguiriam produzir com… errr… materiais descartados por astronautas. Isso é importante pois somente o Número 1 é reaproveitado (parabéns, Riker): o Número 2 é armazenado e descartado quando cápsulas como a Cygnus ou a Progress chegam ao fim de sua missão.

Sim, vários dias por ano em uma bela tarde de Sol você está ao ar livre, de braços abertos e recebendo micropartículas de cocô de astronauta na cara. Have a nice day.

O resultado foi bem promissor. Usando restos de comida, cocô estelar e lixo como toalhas e cuecas velhas eles conseguiram um biodigestor capaz de produzir 290 litros de metano por dia, por tripulante. Ah, água também, 757 litros por ano, por astronauta.

Metano como combustível não é exatamente novidade, a NASA já testou foguetes com essa tecnologia no longínquo ano de 2007.

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Hidrogênio precisa ser armazenado a –253 ºC, já o metano é liquefeito na tropical temperatura de –161 ºC, bem mais gerenciável.

A SpaceX está desenvolvendo o Raptor, um motor de foguete movido a metano 6x mais poderoso que o Merlin, que equipa o Falcon 9.

Esses motores têm outra vantagem: temos um posto de gasolina já nos esperando.

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Titã, a maior lua de Saturno possui rios, lagos e oceanos de metano e um monte de hidrocarbonetos. Péssima notícia pra OPEP, em Titã chove gasolina. Cientistas estimam que a quantidade de hidrocarbonetos na superfície de Titã seja centenas de vezes maior que todas as reservas terrestres de óleo e gás.

Dizem as más-línguas que os EUA só não invadiram Titã porque fora a Fox News ninguém mais acreditaria em terroristas de Saturno.

Fonte: SD.

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