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Cigarro eletrônico faz mal... para seu PC

Usuários de cigarros eletrônicos devem ficar de olho aberto: usuários reportam que carregadores de certos modelos da China estão infestados de malwares

24/11/2014 às 9:30

e-cigarrette

A briga entre defensores e detratores do cigarro eletrônico já vem ocorrendo há um bom tempo. Aqueles que usam dizem que o gadget ajuda no controle e diminuição do vício, sendo uma atração para quem gosta mais do ato de fumar. Do outro lado, não são poucos os estudos que afirmar que os chamados e-cigarrettes são ainda mais nocivos que o cigarro comum: como o produto não é padronizado, alguns modelos contêm altas concentrações de nicotina, fora outras substâncias contidas no vapor inalado como nitrosamina e dietileno glicol, que são cancerígenas.

Ainda não há um consenso se o cigarro eletrônico é nocivo ao ser humano ou não, mas alguns modelos estão causando belos estragos em PCs.

Tudo começou com esta thread no Reddit, em que um usuário relata um curioso caso de infecção por malware no computador de um executivo de uma grande corporação, e após tentarem rastrear a origem do bug sem sucesso, o pessoal de TI questionou o usuário se ele havia adquirido algum gadget novo que pudesse ser carregado via USB. Isso levou ao recém-adquirido cigarro eletrônico, um modelo barato que fora fabricado na China.

O fabricante havia injetado um malware diretamente no carregador e ao ser espetado no computador, ele se comunicou com a fonte e conseguiu infectar o sistema. Isso nem é uma novidade tão grande, um pendrive pode ser capturado por um bug, transformado numa ponte e sair reprogramando diversos computadores sem que se perceba, e não há defesa para isso. Uma outra pesquisa também demonstrou que é possível reprogramar um carregador a fim de infectar um iPhone.

Segundo o consultor de segurança da Trend Micro Rik Ferguson, não é tão difícil para uma empresa pequena com segundas intenções desenvolver peças de hardware com códigos maliciosos embutidos no carregador ou no próprio hardware, e dependendo das instruções não é possível evitar a invasão – como relatado no caso, o computador do executivo estava plenamente protegido, com antivírus e anti-malware ativos e atualizados. E não adiantou de nada.

Portanto fica a dica: evite comprar dispositivos USB baratos ou de procedência duvidosa. As chances dele ter algum código malicioso embutido são grandes e uma vez infectado, seu PC não voltará a ser seguro.

Fonte: G.

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