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Nielsen vai enfim medir audiência da Netflix e Amazon Video

Nielsen vai tentar medir audiência de serviços de streaming como Netflix e Amazon Video; casas dos EUA que possuem transmissores serão as únicas monitoradas

20/11/2014 às 11:02

netflix

Levou mais tempo do que o esperado, mas finalmente o Instituto Nielsen percebeu o óbvio: não dá para medir o sucesso de um programa, uma série ou qualquer atração midiática apenas se focando nas poucas residências que monitora (que nem levam em conta dois aparelhos num mesmo local), não quando temos um sem número de serviços de streaming que ele ignora solenemente.

Ou melhor, ignorava. A partir de dezembro Netflix e Amazon Video passarão a ser monitorados pelo órgão norte-americano, mesmo contra a vontade das empresas — entretanto continuarão sem ver o cenário completo.

O motivo é simples: a Nielsen percebeu que o índice de audiência hoje é essencialmente uma mentira. Cada vez mais gente está abrindo mão da grade fixa da TV em prol de assistir seus filmes, séries e programas preferidos a qualquer hora, em qualquer lugar. E mais, esses números não são uma projeção, a Netflix sabe exatamente quantos espectadores cada atração está atingindo, sem atravessadores, sem intermediários.

Para as grandes emissoras e agências que dependem do índice Nielsen tal cenário é um pesadelo. Portanto o instituto anunciou que vai começar a monitorar o que os espectadores andam assistindo na Netflix e Amazon Video utilizando seus terminais já instalados nas poucas residências que fornecem tais dados. Dessa forma não precisam pedir autorização a ninguém, mas como os serviços de streaming não fornecem suas métricas e a Nielsen não tem como acessar diretamente o que o espectador está assistindo, partiram para uma gambiarra: vão identificar a programação através do áudio gravado pelo receptor.

É uma forma de tentar ao menos saber o que está acontecendo? Sim, mas ainda assim não terão os números reais, esses Netflix e Amazon mantêm fechados a sete chaves. O máximo que os principais interessados terão é uma ideia do que está acontecendo (já perceberam que jovens de 18 a 34 anos assistem 20% menos TV depois de assinarem serviços de streaming, ou ao menos é o que eles acham), uma leve amostra do cenário que para todos os efeitos, continuarão sem ver por completo.

Fonte: WSJ.

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