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Viber aposta na inovação para se destacar

Em entrevista o diretor-geral no Brasil Luiz Felipe Barros reforça que o Viber precisa inovar para se destacar e se firmar como uma plataforma social

14/11/2014 às 9:30

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O Viber não se vê como um mero aplicativo de mensagens, e deseja se firmar no mercado como uma plataforma social, que fala a linguagem do cliente. E mais: indo na direção oposta de seus oponentes, a empresa busca inovar para atrair mais consumidores ao invés de adicionar funcionalidades “mais do mesmo”, que todo mundo possui.

Foi o que o diretor-geral do Viber para o Brasil Luiz Felipe Barros afirmou em uma entrevista para o MeioBit, concedida nesta quinta-feira.

Uma das coisas que mais incomoda Barros e outros dentro do Viber (como o CEO Talmon Marco, que o Nick entrevistou durante a última Campus Party) é a prática comum dos concorrentes em não inovarem, apenas copiarem uns aos outros. Na última semana o WhatsApp adicionou o recurso que avisa quando o usuário leu sua mensagem, algo que Barros lembrou que está presente no Viber há dois anos (e que pode inclusive ser desativado, para alívio de muitos; segundo o executivo o Viber prefere dar o poder de escolha ao usuário), bem como a futura adição de chamadas de voz. Barros brincou, dizendo que o próximo recurso que irão anunciar é o envio de cartas registradas.

Para o country manager, os concorrentes como WhatsApp e Facebook Messenger (se bem que nesse caso são ambos do mesmo dono), entre outros não procuram mais atrair o usuário pelo fator novidade, se limitando a igualar recursos e oferecer o que todos os outros possuem. No caso eu até entendo a direção que o WhatsApp está tomando, como sendo uma aplicação nova é importante ao menos de igualar em oferta a quem já está estabelecido, mas para o Viber todos ganhariam mais se tentassem seguir para onde ninguém está olhando.

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Aí chegamos em como o Viber se vê. Barros diz que a empresa vê seu produto como uma plataforma social, a fim de dar opções para as pessoas criarem e compartilharem conteúdo e se tornar uma aplicação diversificada. E importante, diferente do que o Facebook e o Foursquare fizeram, não há a menor possibilidade de dividir o Viber em diversos aplicativos: cabe ao usuário decidir como utilizar o Viber: voz, texto, mensagens em grupo ou os futuros Grupos Abertos.

Aliás, falando nisso Barros lembrou que o marketing em cima do anúncio dos Grupos Abertos atraiu muito a atenção não só dos usuários, mas também da mídia e de diversas empresas: a princípio 50 parceiros, entre emissoras de TV e rádio, universidades, sites e blogs seriam os primeiros a utilizarem o serviço. Agora, na iminência do lançamento do recurso Barros revelou que o número de empresas dobrou.

Por razões contratuais ele não revelou quais novas empresas abraçaram o projeto, portanto teremos que esperar o lançamento oficial para descobrir. De qualquer forma, a adesão de marcas como Grupo Mix, Coca-Cola, Easy Taxi, Omelete e Não Salvo serviram como um chamariz tanto de novos parceiros quanto de usuários: hoje a base instalada do app aumentou muito, embora o uso do serviço de voz ainda não seja expressivo, respondendo por cerca de 15%.

A intenção com os Grupos Abertos é oferecer um canal de comunicação dinâmico e de fácil acesso aos seguidores dos provedores de conteúdo, permitindo que os mesmos os utilizem como extensões de seus produtos e se aproximem mais de seu público. Enfim, tornar a experiência de comunicação mais social, ao invés do que Barros chama de um “monólogo” como é o uso das redes sociais hoje em dia.

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