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Vivo Sync Ainda Vive, em uma estranha realidade alternativa

Eis que chega um SMS anunciando um serviço, o Vivo Sync. Curiosidade leva a conferir, e é algo inacreditável: em 2014, com literalmente dezenas de serviços gratuitos de armazenagem gratuitos, estão vendendo armazenamento em nuvem a um custo que só é justificado se o computador onde os arquivos ficam for movido a tinta de impressora.

31/10/2014 às 8:09

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Segundo a teoria do Multiverso existe um número infinito de Universos. Em um a Alemanha venceu a Segunda Guerra, em outro o Brasil venceu a última Copa, outro é exatamente idêntico ao nosso Universo mas seu celular você levantou do lado esquerdo da cama, ao invés do lado direito. Todas as variações possíveis e imagináveis são contempladas. Há até um Universo onde eu namoro a Luciana Vendramini (disclaimer: não, não há).

Em um desses Universos não existe Dropbox, com 2 GB grátis ou 1 TB por US$ 9,99 ao mês. Também não existe o OneDrive, com 15 GB grátis, mais 15 GB para quem usa Windows Phone, espaço ilimitado para quem assina o Office 365, e que se você quiser 1 TB custa R$ 21,00 ao mês.

Também não existe iCloud, Mega, Amazon Cloud Drive, LiveDrive, Google Drive, Mozy ou SugarSync.

Nesse mundo a Vivo envia SMSs assim:

sms

Procurando o site do serviço Vivo Sync, descobrimos que o armazenamento em nuvem, com clientes até para Symbian mas não para Windows Phone custa R$ 5,99/mês para 7 GB, indo até R$ 35,99 para 120 GB. Fazendo as contas:

1 GB custa no plano mais caro da Vivo R$ 0,29.

1 TB (1024 GB) custaria R$ 307,00.

É um valor justo, visto que estamos falando de um Universo Alternativo onde não existe OneDrive, que cobra pelo mesmo armazenamento R$ 21,00.

Agora sério: o tal serviço Vivo Sync foi lançado no começo do ano, e é INACREDITÁVEL que ainda exista. É uma prova viva de que operadoras de telefonia ainda não entenderam a internet. Desde o Abril Blogs eu não vejo uma iniciativa tão deslocada da realidade. O serviço de armazenamento online sofreu uma balcanização pesada, há quase um serviço para cada usuário. Cobrar por algo que praticamente todo mundo está oferecendo de graça não é muito inteligente.

É uma pena que a visão das operadoras brasileiras seja tão retrógrada. Elas são o grande empecilho na proliferação da Internet Móvel e na inclusão digital, vide a mesquinharia que estão planejando, simplesmente cortar o acesso dos planos de dados que ultrapassem a franquia. Dizem que é para garantir a qualidade do serviço, mas se a operadora não consegue garantir a qualidade de uma conexão a 32 kb/s, tem problemas, muitos problemas.

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