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Drones, uniciclos e uma coreografia de orgulhar Bob Fosse

Há gente que diz que tecnologia estraga a música, como se tecnologia se resumisse a autotunes exagerado. O que estraga a arte é se limitar com medo de usar a tecnologia. Quando isso não acontece temos resultados como o vídeo lindamente coreografado da banda OK Go, filmado com um drone…

29/10/2014 às 15:17

aquamusical

Hoje a imagem que a gente faz dos musicais clássicos de Hollywood, com seus números de dança elaborados são de algo conservador. Convenhamos, coreógrafos não são sinônimo de tecnologia de ponta, certo? Errado. Em Cantando na Chuva de 1952 Gene Kelly monta uma cena para Debbie Reynolds, transformando um estúdio vazio em um cenário de um entardecer, com direito a névoa e vento. Cinema mostrando como se faz cinema.

Em Marujos de Amor, de 1945 de novo Gene Kelly tem um número onde dança e interage com Jerry, no melhor estilo Roger Rabbit, com direito a sombra e tudo. 1945, nessa época o mundo era em preto-e-branco e até os eletrodomésticos eram a vapor. Esse número mais tarde foi adaptado brilhantemente em um episódio de Family Guy.

Hoje os grandes musicais no cinema basicamente morreram. Um ou outro de vez em quando é lançado, mas nem de longe é o suficiente para ressuscitar o gênero. Tal qual faroeste o musical vive de lembrança. Não que ainda não sejam amados, o Oscar adora seus números e alguns como a abertura com Hugh Jackman em 2009 são simplesmente brilhantes.

No teatro os musicais ainda sobrevivem, o Fantasma da Ópera vai firme e forte em Londres e NY, e todo ano Neil Patrick Harris mita no número de abertura do Tony. Tecnologia? Vai muito bem. Quem já assistiu uma Ópera em um teatro de verdade sabe que tem até… legendas.

Por isso tudo é estranho o preconceito com vídeos musicais que usam recursos tecnológicos modernos. As pessoas comentam como se fossem meros truques tecnológicos, sem real valor, esquecendo que um dia a steadycam que permite acompanhar um dançarino pelo palco já foi uma imensa novidade.

A combinação de tecnologia e arte funciona muito melhor sem esse ranço, sem esse nariz empinado, assim podemos apreciar trabalhos verdadeiramente bons, como o último clipe da banda OK Go, filmado a 15 fps, sem cortes e com uma coreografia épica digna de Hollywood dos bons tempos, é talvez o melhor videoclipe do ano. E diziam que o videoclipe havia morrido…

Tudo foi filmado com um dolly (o carrinho) e um drone octocóptero:

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O resultado é no mínimo empolgante. Coloque em Full HD, deixe buferizar e aprecie. Depois favorite e guarde para jogar na cara de todo mundo que fala que tecnologia limita a arte.

OK Go - I Won't Let You Down - Official Video

Fonte: Neatorama.

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