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Sony pode retirar smarts de entrada do Brasil; empresa nega

Jornal japonês diz que Sony pretende se retirar do mercado de smartphones de entrada em países como China e Brasil por causa de baixas vendas; empresa nega

23/10/2014 às 11:00

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A gente sabe que a situação da Sony não é das melhores. O sangramento descontrolado da companhia, causado principalmente pela divisão mobile levou a atitudes como corte severo de pessoal, suspensão de pagamento de dividendos pela primeira vez em sua história, a venda da divisão Vaio e principalmente, mudanças de estratégia para o mercado de smartphones como o corte de atualizações da linha Xperia Z a cada seis meses. Só que isso seria apenas o começo: segundo o jornal Yomiuri Shinbun, a empresa estaria disposta a retirar sua linha de smartphones de entrada de mercados em desenvolvimento, algo que ela negou.

A decisão teria sido tomada como resposta à forte concorrência que vem enfrentando de empresas chinesas como Huawei e Xiaomi, além de outros fabricantes de smarts baratos em mercados como China, América Central e do Sul, Brasil incluso. Em maio ela introduziu linhas de aparelhos na faixa de preço entre US$ 90 e US$ 180, como parte de um plano de vender até 50 milhões de unidades durante o ano fiscal de 2014. A concorrência forçou uma previsão mais comedida em julho de 43 milhões de aparelhos, e agora de 40 milhões.

Por causa disso a Sony teria tomado a decisão radical de se retirar do mercado de smartphones de entrada dos mercados em desenvolvimento, a começar pela China. Em seguida o alvo seria a América Central e então Brasil e Argentina, dois países onde os aparelhos chineses estão começando a incomodar a Sony. A estratégia agora seria se concentrar em mercados ricos como Estados Unidos, Europa e obviamente Japão, dando maior atenção às linhas premium. Basicamente a Sony estaria planejando o extermínio de suas linhas mais em conta, e isso obviamente se refletiria em mais demissões.

A Sony Mobile do Brasil porém tratou de desmentir os boatos. Em nota enviada ao site Olhar Digital, a empresa diz que a companhia "não confirma as informações e assegura que não são verdadeiras com relação ao mercado brasileiro", deixando uma brecha de que o plano pode ser de fato posto em prática em outros mercados - e que poderia aportar aqui posteriormente, nunca se sabe. O que se sabe é que a crise da empresa japonesa está instalada, ela fecha no vermelho há 12 anos ininterruptos e a divisão de videogames, a única que ainda dá lucro não é suficiente para segurar as pontas. O CEO Kazuo Hirai já declarou anteriormente que não pretende vender a linha mobile ou a de TVs, embora sejam elas as que mais estão sangrando.

Fonte: JN.

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