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Conheça o primeiro ciborgue do mundo

Pesquisadores suecos apresentam paciente que pode ser considerado o primeiro ciborgue: braço biônico controlado pelo pensamento é fundido ao corpo

09/10/2014 às 15:01

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Agora finalmente podemos dizer que estamos diante do primeiro real ciborgue que conseguimos produzir, e este não custou míseros seis milhões de dólares. Um sueco que teve o braço direito amputado há dez anos é a primeira pessoa a contar com uma prótese soldada diretamente a seus ossos, e com eletrodos ligados aos músculos e nervos que permitem que ele mova o braço com a força do pensamento.

A pesquisa liderada pelo dr. Max Ortiz-Catalan, da Universidade Chalmers de Tecnologia consistiu em implantar uma prótese de titânio no braço direito do paciente, e através de osseointegração ela agora faz parte de modo permanente do que restou de seu membro após a amputação. Isso é uma "fusão estável entre homem e máquina", e provê estabilidade para o paciente. A prótese também se liga diretamente ao nervos e músculos do paciente através de eletrodos neuromusculares, que recebem os impulsos elétricos vindos do cérebro e a interface trata de traduzir os comandos.

O antebraço em si é facilmente destacável, pois só depende de uma trava para colocá-lo no lugar e contatos para receber os sinais. Em testes, o paciente é plenamente capaz de manusear ferramentas e realizar tarefas simples, pois consegue mover cotovelo e dedos em forma de pinça.

As vantagens da osseointegração sobre uma prótese mioelétrica são consideráveis: o paciente não sentirá a pressão da prótese sobre o que sobrou de seu membro amputado e um feedback sensorial maior através de vibrações que a prótese transmite diretamente para o osso, além de uma gama de movimentos mais ampla pois os eletrodos não sofrem interferência de outros músculos, e a captação dos estímulos é mais precisa do que ler a pele do paciente.

O próximo passo da equipe do dr. Ortiz é adicionar feedback real: permitir que o paciente sinta que está tocando as coisas através da mão biônica. Como o cérebro é capaz de enviar sinais e a prótese os reconhece, os pesquisadores agora estudam um meio de fazer com que sensores enviem sinais corretos de volta para dar uma resposta de tato. Considerando o que já fizeram até aqui, isso não parece mais tão difícil.

Aos interessados, o artigo foi publicado na Science e pode ser lido aqui.

Fonte: CUoT.

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