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Portal 2 é melhor para aperfeiçoar habilidades cognitivas do que softwares especializados

O que dizer quando jogos feitos para “entreter” têm a força para melhorar mais as habilidades cognitivas de alguém do que programas feitos especificamente para isso?

30/09/2014 às 11:31

portal 2 screenshot

Diversão com física no jogo Portal 2.

Como qualquer um de nós, Val Shute gosta de jogar videogames, mas quando ela está jogando, não fica pensando exatamente nas mesmas coisas que nós pensamos (notadamente estourar a cabeça dos zumbis ^^). Ela amou jogar Portal 2 em 2011 e como se envolveu tanto com a solução dos problemas e quebra-cabeças do jogo. Ela então resolveu fazer um pequeno estudo a partir do jogo, já que ela é pesquisadora na área da educação na Universidade da Flórida.

Ela e dois colegas conduziram um experimento onde compararam Portal 2 e um software chamado Lumosity, um software muito popular que é vendido como tendo a capacidade de treinar o cérebro. Após oito horas de jogo (como é bom poder jogar dizendo que está trabalhando, né Dori? 😛 ) os jogadores de Portal 2 tiveram suas capacidades em diferentes padrões cognitivos aumentadas em uma escala maior do que os que jogaram o Lumosity. Mais que isso, em nenhum dos testes os jogadores do popular software conseguiram bater os de Portal 2.

Se os jogos projetados para ser divertidos estão fazendo um trabalho melhor do que aqueles feitos especificamente para estimular a neuro plasticidade, pode ser que estejamos claramente ignorando algumas coisas importantes sobre a neuro plasticidade, afinal”, e completou como uma boa gamer: “Portal 2 chutou a bunda do Lumosity”.

Neuro plasticidade é a ideia de que o cérebro, especialmente o cérebro adulto é capaz de crescer e se transformar com treinamento, aprendizado e brincadeiras. O estudo conduzido pela gamer vai de encontro a pesquisas anteriores que mostravam que muitos videogames, projetados para entreter, têm efeitos positivos sob o cérebro, enquanto nem todos os produtos comerciais, vendidos para tal, cumprem a promessa.

Videogames 1 × 0 Pseudociência.

Fonte: PS.

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