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Artista fala sobre jogo do Mario cancelado para o CD-i

Artista conta detalhes da produção do Mario Takes America, jogo que estava sendo produzido para o Philips CD-i e que teria o personagem explorando os EUA.

18/09/2014 às 14:30

Mario-Takes-America

Hoje em dia a Nintendo costuma ser citada como uma empresa que defendem a todo custo suas franquias, usando seus jogos como o grande trunfo de seus videogames e mesmo a possibilidade de ganhar uns trocados liberando-os para dispositivos móveis de terceiros tem sido veementemente rechaçada.

Porém, houve uma época é que essa postura teve que ser um pouco diferente e depois de uma negociação fracassada para que a Philips criasse um leitor de CD para o Super Nintendo, ficou decidido que a empresa holandesa poderia explorar algumas marcas da BigN no seu novo console, o CD-i.

Dessa parceria surgiram alguns dos jogos mais bizarros e desconhecidos da indústria, como três baseados na série The Legend of Zelda, um Tetris e um Mario, mas o que poucos sabem é que outros dois tendo o encanador como protagonista deveriam ter sido feito, sendo que um deles se chamaria Mario Takes America. Nele o personagem viajaria pelos EUA, visitando lugares famosos e para isso ele poderia usar diversos meios de transporte, algo bastante diferente do que nos acostumamos a ver na franquia.

Tantos anos após o projeto ter sido cancelado, uma das pessoas que participou dele foi ao fórum Assembler Games contar alguns detalhes da produção, reabrindo uma ferida que a Nintendo provavelmente adoraria esquecer.

Na época me disseram que a Nintendo havia perdido uma ação para a Philips e parte da pena era que a Philips poderia usar o Mario em um jogo. Eles pegaram uma empresa de Toronto chamada Cigam [Entertainment] e lhes foi prometido a lua e as estrelas. Eu fui contratado inicialmente como um ilustrador de storyboard para desenvolver os conceitos e eles gostaram tanto do que fiz que fui convidado a ajudar a escrever e dirigir o jogo, além de cuidar do departamento de arte.

Para aproveitar as maravilhas oferecidas pelos CDs, a desenvolvedora queria que o Mario Takes America tivesse cenários realistas e a maneira escolhida por eles para fazer isso foi usando filmagens e ao utilizar sprites para representar os personagens, o artista descreveu o resultado como aquilo que vimos no filme Uma Cilada Para Roger Rabbit.

Exceto pelo tamanho do Mario e a resolução, o jogo seria mais ou menos parecido com que pode ser visto na imagem que abre este post, porém, muito antes da Cigam cancelar o game e fechar as portas, o projeto já enfrentava sérias dificuldades, pois os cenários consumiam tanta memória que não sobrava muita coisa para que os programadores pudessem trabalhar.

Nós nunca saberemos se tal jogo poderia ter mudado a situação do CD-i, hoje considerado um dos piores consoles já produzidos, o que torna esta possibilidade improvável, mas no fim das contas, pelo menos o Mario se livrou de ter essa mancha em seu portfólio.

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