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Google estende período de reembolso de apps para duas horas

Após inúmeras reclamações, período de reembolso por apps comprados na Play Store é estendido de 15 minutos para duas horas

11/09/2014 às 13:30

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Quando o Google introduziu a Google Play Store lááááá atrás em 2008 (na época ela ainda atendia por Android Market), algo que deixou os desenvolvedores fulos da vida foi a política de reembolso no caso de compra de apps de forma indevida ou por qualquer outro motivo: o prazo para que o cliente devolvesse o app e pegasse a grana de volta era originalmente de 24 horas. As reclamações foram tão intensas que Mountain View baixou a cabeça e reviu a política, reduzindo o prazo para míseros 15 minutos.

Desnecessário dizer que as reclamações continuaram, elas só mudaram de origem: clientes insatisfeitos e federações de comércio mundo afora passaram a ser a pedra no sapato da companhia, que em alguns casos aceitou negociar mas em outros preferiu pegar a bola e se mandar, como aconteceu em Taiwan.

Agora o Google parece ter chegado a um meio termo, ao menos para permitir que seus clientes tenham um tempo mais hábil para recuperar o dinheiro investido em apps. A partir de hoje, o prazo para pedir reembolso passa a ser de duas horas, e isso se estende a games (principalmente por causa da polêmica das microtransações). Embora não seja o cenário ideal, ao menos duas horas é um tempo hábil para que os usuários possam testar todas as funcionalidades do app, decidir se vale a pena gastar seu dinheiro com ele e em caso negativo, desinstalá-lo e ser ressarcido.

Ainda que muita gente reclame da política do Google, ainda é melhor do que os termos de serviço da Apple: a maçã se reserva no direito de não devolver nenhum centavo de forma simples, exigindo que o usuário faça uma requisição, explique seus motivos e só então depois de uma avaliação, decidir se o dinheiro será estornado ou não. Com o crescimento dos apps freemium políticas que prejudicam o consumidor desse tipo já estão na mira de organizações comerciais, como aconteceu na Itália. Basicamente a ordem é fornecer mecanismos simples para que o consumidor tenha seu dinheiro de volta, não somente o gasto com a compra do app mas valores injetados em microtransações.

A Apple obra e se locomove, mas o Google ao menos agora deu um passo na direção certa.

Fonte: G.

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