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Windows 9 contará com processo de upgrade com um clique

De acordo com builds recentes vazadas, versão para desktops do futuro Windows não vai ter a interface Modern ativa por padrão: ela de fato será removida!

28/08/2014 às 9:31

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Novas informações acerca da nova versão do Windows, codinome Threshold (e conhecido informalmente como Windows 9) estão pipocando, graças a vazamentos dos últimos builds do sistema operacional. A mais interessante novidade acerca do sistema operacional diz respeito a algo que não é algo que todo mundo realiza o tempo todo, mas mesmo assim gera certo incômodo quando é necessário: a partir de agora o Windows realizará upgrades de versões com um clique.

De acordo com o Neowin, ao builds atuais distribuídos pela Microsoft (chamada de Technical Preview) a fabricantes permitem que elas sejam atualizadas da mesma forma que fazemos os updates periódicos: através do Windows Update; com um clique, é possível atualizar todo o SO e contar com a build mais recente disponibilizada. Pode parecer que estou falando algo óbvio, pois isso distribuições Linux fazem há tempos, mas a Microsoft nunca se preocupou em facilitar ao máximo o processo de upgrade do sistema operacional.

Agora vejamos: quando ao builds técnicos do Windows 8 foram disponibilizados ao público, para manter o sistema atualizado era preciso realizar uma nova instalação como sempre fizemos nos últimos 20 anos: através do boot do sistema. Se os builds já contam com upgrade com um clique, é muito provável que a versão final também trará a novidade. Motivo: a Microsoft está se esforçando para fazer do próximo Windows um sistema menos voltado a geeks e mais intuitivo para a população geral, já que muita gente migrou das janelas para a maçã exatamente pelo fato de o OS X ser mais simples. Como uma amiga estava me explicando ontem, o sistema da Apple não enche o saco do usuário e “apenas funciona”, avisando só quando algo dá errado.

Fazer o consumidor ter que lidar com um processo de update complexo é aos olhos da atual Microsoft contra-producente, além de que permitir o upgrade com um clique permitirá que o Windows seja mais simples de ser atualizado, aumentando a segurança como um todo. Muito provavelmente o processo de update do Windows 8 para o Threshold não trará essa novidade, mas tudo leva a crer que daqui para a frente as coisas serão mais simples.

A outra novidade diz respeito ao Modern UI. A Microsoft aprendeu a lição e teve que admitir que desktop e mobile não se misturam, portanto a separação entre os ambientes será mais radical do que se pensava: a interface Modern não estará nem desativada por padrão no desktop, e sim será de fato removida, restando tão somente o ambiente desktop clássico. Ou seja, usuários de desktop e tablets usarão ou o desktop ou a Modern, e nunca ambos. Já sabíamos que o ambiente clássico seria removido dos dispositivos mobile, mas pelo visto o Modern ficará restrito ao novo Menu Iniciar, que trará as Live Tiles.

Na verdade o menu não lembrará em nada sua antiga versão presente no Windows 7: ele poderá ser maximizado e utilizado com uma versão da tela Iniciar da interface Modern, mas a original irá para o espaço no desktop, ficando restrita a tablets. Ao que parece, dispositivos híbridos como o Surface Pro 3 se aproveitarão desse recurso — uma vez desconectado o teclado, o Menu Iniciar assume a forma maximizada automaticamente; ao voltar para o teclado, o desktop assume. Tudo sem a interferência do usuário.

Isso e outras mudanças como o fim dos Charms e a integração profunda da Cortana ao Threshold mostram o esforço da Microsoft em não só tornar o Windows mais atraente frente à concorrência, mas superar o fraco desempenho do Windows 8 - que eu gostei bastante, admito - voltando atrás em diversas adições feitas na última versão do sistema operacional. A previsão é que o primeiro beta público do Threshold seja disponibilizado no dia 30 de setembro.

Fones: NW e WB.

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