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Corte dos EUA rejeita acordo trabalhista de US$ 325 milhões de Apple, Google, Intel e Adobe

Empresas pretendiam pagar US$ 325 milhões de indenizações por acordo que impedia funcionários de receberem ofertas melhores; juíza achou valor baixo

11/08/2014 às 11:01

apple

Uma verdade: a juíza dos Estados Unidos Lucy Koh não está para brincadeira. Ela é a responsável pelo longo e tedioso processo envolvendo Apple e Samsung, aquele mesmo que já rendeu uma bela garfada de US$ 930 milhões nos cofres da empresa sul-coreana. Acontece que ela não dá moleza para ninguém, e já rejeitou diversos pedidos de ambos os lados durante o processo: da Apple tentando enfiar novos aparelhos no litígio e da Sammy querendo aliviar sua barra.

Paralelamente ela também está como responsável de uma ação coletiva que envolve Apple, Google, Intel e Adobe: as quatro empresas teriam um “acordo de cavalheiros” (na verdade uma conspiração) que impedia funcionários de alta patente das companhias de receberem ofertas melhores.

Acontece que tal atitude não é algo aceitável no mercado, pois é uma forma artificial das empresas evitarem a fuga de talentos. Por outro lado, isso obviamente prejudica o funcionário, que poderia ir para uma companhia disposta a pagar mais para contar com o profissional em suas fileiras Isso não só prejudica a rotatividade quanto resulta em salários mais baixos. O processo foi aberto em 2011, época em que tanto Steve Jobs ainda estava vivo quanto Eric Schmidt permanecia à frente do Google. O processo levantou conversas de e-mail entre executivos das quatro empresas comprovando a prática.

O caso mais emblemático do processo aconteceu em 2006. O Google pretendia contratar dois ex-funcionários da Apple — um deles sendo Jean-Marie Hullot, um programador de ponta — para implantar um novo escritório de engenharia em Paris. Entretanto Mountain View negociou com Cupertino a contratação dos profissionais, mesmo eles não sendo mais ligados à companhia. No fim o próprio Jobs disse: “nós realmente preferimos que vocês não contratem esses caras”. No fim o Google cancelou todos os planos. Outro caso mostra uma troca de e-mails bem amistosa entre Jobs e Schmidt, quando um recrutador do Google tentou contratar um funcionário da Apple e acabou demitido.

O acordo fixado em abril previa um pagamento de US$ 324,5 milhões de indenização aos 60 mil trabalhadores das quatro empresas, entretanto a juíza Koh rejeitou a oferta. Para ela, o dinheiro oferecido para compensar todos os colaboradores afetados é insuficiente; segundo seus cálculos, o valor oferecido deve ser de no mínimo US$ 380 milhões. Há quem diga que a juíza deveria aprovar o pagamento de uma vez e evitar retaliações contra os empregados — muitos deles ainda estão ligados às companhias — enquanto especialistas acham que a proposta de fato deveria ser reestudada, a fim de que os reclamantes consigam mais dinheiro. De qualquer forma, as empresas que conspiraram para prejudicar seus colaboradores vão pagar caro por isso.

Fonte: CNBC.

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