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Microsoft oferece Lumias 630 a funcionários chineses que se demitirem

Segundo rumores, Microsoft estaria disposta a oferecer aparelhos Nokia Lumia 630 para funcionários chineses que pedirem demissão

08/08/2014 às 15:30

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A Microsoft está passando o facão geral em seus funcionários, isso não é nem novidade. O problema é que obviamente, como a proporção dos cortes é muito grande os colaboradores da empresa não estão nem um pouco contentes. Na China, uma fábrica da Nokia que conta com um efetivo de 5.000 pessoas manterá apenas 300 deles em seu quadro. Os trabalhadores estão possessos, estão realizando inclusive protestos em Pequim contra a decisão da Microsoft e tentando manter seus empregos. Isso é compreensível, já que dos 18 mil que irão para a rua da amargura, 12.500 são da antiga companhia finlandesa.

Redmond obviamente não quer saber. Segundo e-mails internos despachados para os funcionários da referida unidade da Nokia, a companhia está oferecendo uma compensação para quem decidir pedir demissão: por dia, 300 aparelhos Lumia 630 serão disponibilizados para aqueles que optarem abrir mão de seus empregos por conta própria. O esquema é o velho "primeiro a chegar, primeiro a se servir", entretanto não se sabe por quanto tempo a oferta será mantida, para pôr fim ela chutar quem não aderir ao programa de demissões voluntárias.

Convenhamos, apesar de questionável essa não é uma prática tão incomum assim: empresas preferem fechar acordos extraoficiais com seus funcionários, oferecendo prêmios ou indenizações razoáveis para evitar pagar todas as custas trabalhista no caso de uma demissão sem justa causa. Como é um contrato assinado, cabe a cada um decidir se a negociação vale a pena ou não. O caso aqui é que a Microsoft está na minha opinião oferecendo muito pouco aos trabalhadores chineses (sem contar que se trata de um dispositivo que eles mesmos montaram), embora saibamos que as condições de trabalho de lá não são como as nossas. Vide o que aconteceu com a Foxconn quando ela tentou implantar o modelo de trabalho chinês em Jundiaí. Bem ou mal, nossas leis funcionam e os sindicatos não perdoam.

A Microsoft foi procurada para comentar o assunto, mas até o momento ela não respondeu às acusações.

Fonte: MW.

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