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China tenta banir softwares de segurança estrangeiros

China Strikes Again: governo retira Symantec e Kaspersky da lista de empresas que fornecem softwares de segurança no país; as únicas permitidas são locais

05/08/2014 às 15:00

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E pelo visto a China não vai dar mesmo trégua a esses imperialistas malignos que ameaçam a hegemonia da grande nação milenar. Depois de se estranhar com a Apple e a Microsoft mais de uma vez, o o governo decidiu que não se limitará a restringir apenas sistemas operacionais: vai estender o alcance do banhammer a softwares de segurança também.

Em uma decisão segundo as fontes unilateral, a agência governamental responsável pelos sistemas de comunicação do país decidiu por retirar a norte-americana Symantec e a russa Kaspersky (mas o Putin não era amiguinho dos chineses?) das listas de fornecedores autorizados a comercializar seus produtos a agências estatais. Segundo fontes a decisão foi unilateral e as empresas afetadas não foram sequer notificadas, já que souberam do ocorrido através da mídia.

As suspeitas recaem sobre as acusações que os Estados Unidos fizeram sobre as empresas de tecnologia da China, principalmente a Huawei de serem órgãos-fantoche de Pequim, o que se provou uma verdadeira ironia já que soubemos depois que ocorria exatamente o contrário, cortesia da NSA. As suspeitas do governo chinês de que empresas estrangeiras, principalmente norte-americanas estariam a serviço de Washington levou o governo a anunciar o banimento e endurecimento das negociações com diversas companhias em represália. A Apple e o Google foram acusadas de coletar dados (ambos negaram), já a Microsoft teve o Windows 8 banido e agora enfrenta uma investigação de monopólio no país.

A Symantec diz que a exclusão das vendas só se aplica a determinados produtos, mas mesmo assim está negociando uma reversão dessa situação. Já a Kaspersky nota que a proibição só afeta estatais ligadas diretamente à Pequim, e não a departamentos regionais ou vendas para pessoas físicas e jurídicas. Entretanto, a China já havia declarado anteriormente que faria uma campanha nacional de desencorajamento de softwares estrangeiros em prol de seus próprios produtos. As únicas cinco soluções autorizadas a vender software para o governo são locais: Qihoo, Venusteh, CAJinchen, Beijing Jiangmin e Rising.

Tudo bem que a China não está vendo os Estados Unidos e seus produtos com bons olhos, mas o mais curioso nessa história é a Kaspersky ter sido afetada também, já que sendo de origem russa devia ficar à parte desse rolo. Pelo visto, o governo chinês não é tão idiota a ponto de pensar que Putin é um amiguinho vermelho como nos velhos tempos.

Fonte: R.

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