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China abre investigação contra a Microsoft por monopólio

Órgão regulador da China abre processo contra a Microsoft, acusando a empresa de práticas de monopólio envolvendo Windows e Office no país

30/07/2014 às 13:31

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É, a Microsoft não está sendo bem vista na China. Depois dos desentendimentos entre ambos sobre uma adoção de softwares legalizados no país (algo que a China não quer de jeito nenhum), agora o China's State Administration for Industry & Commerce (SAIC), o órgão de regulação chinês abriu um processo contra a empresa norte-americana, acusando-a da palavra que Bill Gates mais odeia devido as dores de cabeça decorrentes: monopólio.

A acusação é que a Microsoft pratica ações de monopólio no mercado chinês, principalmente devido ao mercado de PCs e programas de escritório — pois é, Windows e Office são mais uma vez os alvos do escrutínio de órgãos de regulação. O governo local tem batido de frente com muitas empresas de tecnologia nos últimos tempos, principalmente por causa dos vazamentos feitos por Snowden sobre coleta de dados pela NSA, principalmente no que diz respeito à espionagem interna da Huawei, empresa que não conseguiu entrar nos Estados Unidos devido esforço do governo em evitar que empresas locais fechassem acordos com ela, sob acusação de que a fabricante de smartphones fosse uma espiã de Pequim.

A meu ver isso parece mais represália do que preocupação legítima. A Microsoft tenta de todas as formas combater a pirataria de seus softwares na China, que insiste em utilizar o Windows XP em seus computadores mesmo em instalações estatais. Redmond tenta empurrar o Windows 8 de todo jeito, mas o governo chinês acabou banindo o SO dos computadores do governo, numa clara afronta aos esforços da empresa em tentar capitalizar no país.

Nao obstante, como a China é o país do kibe o governo estaria preparando o terreno para abrir mão dos sistemas operacionais imperialistas (Putin por sua vez começou pelos processadores) em prol do Ubuntu Kylin, uma distribuição Linux criada especialmente para o país, sem mencionar que o governo está investindo em uma distro própria para substituir o Red Flag.

De acordo com a imprensa local, escritórios da Microsoft em Xangai, Pequim, Cantão e Chengdu foram vasculhados por investigadores da SAIC, coletando documentos, e-mails e dados dos computadores e meio que exigiu a presença de funcionários de alto escalão da companhia no país para continuar as investigações. Em nota, a Microsoft disse que cumpre a lei chinesa, assim como todas as normas em quaisquer países em que ela opera.

Fonte: R.

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