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Alemanha estuda regular Google como uma companhia elétrica

Agência alemã estuda a possibilidade de regular o Google como uma companhia elétrica, de modo a controlar de perto seu domínio entre os morotes de buscas

15/07/2014 às 14:00

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A gente sabe, a União Europeia bate pesado quando o assunto é regulação de mercado frente a monopólios. A Microsoft engoliu um belo sapo anos atrás com o Internet Explorer por lá, assim como o Google não morre de amores pelos oficiais europeus e em especial os alemães, que são bem mais rígidos nesse aspecto do que seus vizinhos. Tanto é que o Escritório Federal Anticartel de lá considera a possibilidade de regular a gigante das buscas como uma companhia elétrica ou de fornecimento de água.

A agência alemã preparou um documento de 30 páginas enumerando algumas alternativas sobre o que fazer frente ao domínio do Google no que diz respeito às buscas online, o grande motivo de porque a UE não morre de amores pela empresa. Hoje mais de 90% do dinheiro de Mountain View vem de ads, e a empresa já se recusou diversas vezes a ase adequar às normas de qualquer governo. Entretanto na Europa, principalmente na Alemanha o buraco é mais embaixo, e uma das alternativas para colocá-la nos eixos seria passar a tratá-la como um monopólio natural, da mesma forma que uma companhia elétrica ou uma fornecedora de água. A partir daí os produtos do Google seriam tratados como "commodities".

Brett Sappington, diretor da Parks Associates reconhece que o movimento dos alemães é estranho e complicado, mas pode ser uma alternativa para regular fortemente as políticas do Google na Alemanha e porventura na Europa, principalmente no que diz respeito a diminuir a visibilidade de outros motores de busca: como o governo acompanharia os passos da empresa bem de perto, ela obrigaria a exibição de resultados dos concorrentes de forma justa e sem tramoias. O que acho difícil de acontecer é que se caso Mountain View passe a ser tratada como um monopólio natural ela acabe fragmentada em várias: há mecanismos do tipo para essas empresas tanto na Europa quanto nos Estados Unidos; foi o que aconteceu em 1982 com o Bell System.

Falando francamente, é óbvio que essa atitude dos europeus visa interesses próprios. Nos últimos anos as principais empresas de comunicações do Velho Mundo não são europeias, mas principalmente norte-americanas e asiáticas. Jean-Claude Juncker, o novo presidente da Comissão Europeia é muito mais voltado às políticas internas e tudo leva a crer que ele também defenderá a expansão de soluções europeias frente às estrangeiras na área tecnológica, o que reforça a possibilidade de que o Google vai pastar ainda mais por lá.

Procurados, tanto o Google quanto o escritório alemão não comentaram o assunto.

Fonte: VB.

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