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Empresa diz que mercado brasileiro de games está esfriando

De acordo com empresa de pesquisa de mercado, o mercado de vendas digitais de games no Brasil está desacelerando, ao contrários dos outros países da América Latina, mas ainda assim somos os líderes da região.

11/07/2014 às 8:30

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Há poucos dias a Neewzoo publicou um estudo onde dizia que o Brasil seria o 11º maior marcado consumidor de games do mundo, estimativa que muitos consideravam um pouco pessimista, mas se o que outra empresa de pesquisa de mercado disse estiver correto, o problema talvez nem seja a posição em que estamos num ranking mundial.

Levando em consideração apenas as distribuições digitais e tendo analisado quase nove milhões de transações de 3,4 milhões de jogadores, a Superdata chegou a conclusão de que depois de vários anos expandindo, nosso mercado entrou num período de desaceleração, ao contrário do que está sendo registrado nos países vizinhos.

Com expectativa do país girar US$ 1,5 bilhão até o final deste ano, a empresa acredita que em 2017 este valor não deva ser superior a US$ 1,6; um aumento praticamente insignificante, principalmente se considerarmos a explosão de consumo registrada nos últimos anos.

Ainda assim, o Brasil permanece tranquilo como líder da América Latina, dominando 34% da região, enquanto o México vem em segundo com 22% e a Argentina em terceiro, com 14%. Além disso, o que se gasta com games por aqui mensalmente chega a ser 10% mais do que o registrado nesses outros países.

Segundo a Superdata, embora os MOBAs como League of Legends e DoTA2 tenham grande influência nesses gastos, com ambos os games tendo dobrado suas fatias de mercado nos últimos meses, o principal responsável por esses gastos são os jogos para dispositivos móveis, totalizando US$ 606 milhões anualmente, mas imagino que essa estagnação indique que o mercado pode ter alcançado a maior parte dos consumidores em potencial.

Especulações a parte, espero não parecer arrogante com o que direi, pois acredito que cada um joga onde acha melhor, mas eu sinceramente gostaria de saber que a maior parte dos nossos jogadores estão no PC ou nos consoles, mas com os preços praticados no nosso país, essa preferência pelos tablets e smartphones é totalmente compreensível.

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