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Ubisoft acredita que DLCs são mais aceitos hoje em dia

De acordo com o VP de distribuição digital da Ubisoft, a resistência do consumidor a DLCs está diminuindo; um bom design é a chave para o sucesso

07/07/2014 às 16:00

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Um fato: muita gente ainda resiste aos DLCs, não importa a forma em que eles se apresentem. Sejam como pacotes de itens ou vantagem, sejam capítulos adicionais ou seja lá o que as empresas inventem, algumas pessoas não acham certo os desenvolvedores cobrarem por algo que na sua concepção deveria ser incluído no game completo, como sempre foi até a sexta geração. Entretanto, para o VP de distribuição digital da Ubisoft Chris Early essas pessoas são uma espécie em extinção.

Em Assassin's Creed IV: Black Flag, pacotes de recursos extras vendidos por custos irrisórios como um ou dois dólares foram bem recebidos pelos consumidores, visto que eles permitiam fácil aquisição de recursos ou descobrir facilmente os lugares em que os colecionáveis estavam escondidos. Em gerações passadas tais coisas poderiam ser reveladas por código mas hoje, em que é possível vender conteúdo extra tal prática passou a ser o padrão e segundo Early, os consumidores não se detém a adquirir DLCs desde que corretamente introduzidos.

Não houve resistência. Talvez haja umas 12 pessoas reclamando em algum lugar, mas não importa. Como um todo, não houve problema. (...) Acho que existem alguns modelos aceitos hoje, como DLCs e o Season Pass. É interessante quando você começa a pensar no Season Pass como um passe de serviço. Eu sei que reservamos eventos específicos para aqueles que o adquiriram, então ele é mais do que um DLC. Eu acho que há uma evolução ocorrendo ali.

Algo que Early apontou foi o contato dos consumidores com todo e qualquer formato de monetização digital, as feitas de forma correta às decepcionantes e que só buscavam arrancar dinheiro do jogador, como os famigerados pay-to-win ou games que foram vendidos de forma incompleta, para adicionar algo que deveria sim estar incluso no jogo obrigatoriamente. E é impossível não falar disso e lembrar do que a Capcom fez com Asura's Wrath, em que ela vendeu o final do game à parte. Para ele, o bom design evita esse tipo de problema e os consumidores sentirão que estão fazendo um bom negócio.

Dói quando você se sente que está sendo forçado, que está em desvantagem ou que não progredirá a menos que você pague. É como um sentimento de remorso, e ninguém gosta de sentir isso.

Ainda sobre distribuição digital, Early acredita que mesmo com o crescente número de pessoas que preferem adquirir seus games nas lojas online das plataformas, os games físicos não deixarão de existir pelo simples motivo que nem todo mundo dispõe de conexões de alta velocidade. O VP da Ubisoft lembra que ele próprio possui parentes em algumas regiões dos Estados Unidos que levam dias para baixar um game. Neste exato momento, eu mesmo estou sofrendo com um download de um game de 7 GB há pelo menos 12 horas (e olha que minha conexão é de 4 Mb/s).

Early deixa bem claro que acabar com a distribuição física seria mortal não apenas para a Ubisoft, mas para a indústria dos games como um todo. Portanto, não veremos nem em um futuro a longo prazo consoles de mesa que abram mão dos discos físicos em prol dos games digitais, pelo simples motivo que nem todo mundo conseguiria baixar os títulos.

Fonte: GI.

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