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Para EA, jogadores hardcore tem mais dificuldade em aceitar mudanças

Para COO da Electronic Arts, os chamados jogadores hardcore costumam ser muito resistentes a mudanças e que por isso eles estão tendo dificuldades em aceitar, por exemplo, os jogos Free-to-Play.

03/07/2014 às 10:00

hardcore

Uma das coisas mais defendidas por aqueles que jogam videogame há muitos anos – e que alguns gostam de classificar como hardcore – é que a indústria precisa buscar mais inovações, mas na opinião de Peter Moore, COO da Electronic Arts, é exatamente este grupo de pessoas que tem maior resistência a mudanças.

Penso que estejamos indo para algo como a era de ouro dos games, onde não importa onde você esteja, a qualquer momento, em qualquer lugar, por qualquer preço e por qualquer quantidade de tempo, haverá um jogo disponível. E nosso trabalho como companhia é oferecer esses jogos.

Acho que o desafio algumas vezes é que o crescimento dos games… existem os hardcore que não se sentem muito confortáveis com isso. Seus leitores, a indústria em particular. Eu não fico frustrado, mas coço minha cabeça as vezes e digo, ‘Veja, são tempos diferentes.’

Para Moore, o fato de estarmos vivendo outra época faz com que novos modelos de negócios surjam, permitindo que mais consumidores se interessem pela mídia, mas que a empresa não pode ignorar aqueles que procuram algo mais tradicional. O executivo citou como exemplo a invenção do MP3, afirmando que a indústria da música teve que mudar sua estratégia para se adaptar à novidade e o mesmo acontecerá com as desenvolvedoras e editoras de jogos.

O COO disse ainda que entende algumas pessoas não gostarem das microtransações, mas que se a indústria caminhar nesta direção, seria inútil tentar remar contra a maré e que precisamos aceitar que hoje bilhões de pessoas jogam videogame.

Bom, por mais que eu não goste muito dessa ideia, sou obrigado a concordar com Peter Moore. Cada vez mais empresas tem se arriscado com jogos Free-to-Play e embora eu não possa falar pelos outros, realmente acho que as vezes sou resistente demais em relação a algumas novidades, simplesmente por me agradar muito mais as maneiras tradicionais de jogar e aqui incluo o modelo de distribuição e negócio, a estar sentado diante da TV com um controle na mão e até alguns gêneros que surgem vez ou outra.

Mas voltando aos F2P, para ser sincero não acredito que eles irão matar os jogos vendido da maneira tradicional, mas cada vez que uma grande empresa lança uma continuação para suas franquias e adotam esse modelo, sinto como se estivéssemos perdendo uma batalha.

Fonte: GamesIndustry.

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