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Só eu acho que esse Earin não é uma boa ideia?

Depois do Split, um par de fones de ouvido intra-auricular sem fio, péssima ideia revive com o Earin com uma (péssima) novidade: uma “trava” de orelha.

17/06/2014 às 13:31

earin

Eu não sei o que acontece, mas hoje em dia designer gostam muito mais de ficar imaginando soluções para problemas inexistentes e criam conceitos cada vez mais esdrúxulos. O problema é que vira e mexe essas ideias são recicladas e todo mundo acha bonitinho, sem ver que há algo errado aí. Foi o caso da WarkaWater, que mais parece uma versão atualizada da Biolamp e tão idiota quanto. O problema é que a natureza já resolveu isso bilhões de anos atrás. Nós chamamos de árvores.

O caso do SPLIT foi similar. Um par de fones de ouvido intra-auriculares sem fio sincronizados (sim, ele repetiria o sinal nos dois fones e duplicaria o trabalho do smartphone) sob o pretexto de simplificar o ato de ouvir música, oferecendo fones extremamente portáteis. Claro, considerando que você perderia um deles no primeiro solavanco e com isso metade de US$ 155 iriam pelo ralo, parece uma ideia excelente. Tão excelente (só que não) que ele não conseguiu ser financiado.

Agora uma segunda empresa apresenta o Earin, que promete ser algo mais prático que o SPLIT mas sinceramente, não boto fé. Mas vejamos:

A ideia por trás do projeto é a mesma: dois fones intra-auriculares sem fio, só que as semelhanças com o fracassado Split param por aí. Para começar os fones não possuem conectores, eles são carregados através do case em forma de chaveiro que o usuário pode levar para qualquer lugar. A autonomia de uso ininterrupto é de 3 horas, o dobro com a recarga obviamente. A comunicação entre os fones é feita via Bluetooth: em vez de o smartphone enviar dois sinais, o fone esquerdo o recebe e o replica para o fone direito. Isso é possível através de um chip especial que pode atuar tanto como master e slave, já que por definição a comunicação Bluetooth só pode assumir um aspecto: ou o dispositivo é mestre (emissor) ou escravo (receptor).

earin-bluetooth

Só que aí você pergunta: e o problema de perder um fone, afinal nós produzimos óleos naturais e o ouvido interno ainda tem o adicional cerúmen (a popular cera de ouvido), portanto um corpo estranho será de fato ejetado do canal na primeira trombada caso não possua um suporte. O pessoal do Earin “resolveu” o dilema com isto aqui:

earin-trava-orelha-001

Isso é chamado de “Concha Wing”, ou uma trava de orelha. Eu não sei vocês, mas a primeira vez que vi esse negócio eu imaginei o quanto isso vai machucar devido a um longo período de uso. Sério, qual o problema dessa gente com headphones?

O mais impressionante é que diferente do Split, o Earin já foi financiado, arrecadando bem mais do que as 179 mil libras pedidas. Aos interessados, para adquirir um será preciso desembolsar £ 119 (as vagas para adquirir o conjunto com valores promocionais já se esgotaram), o equivalente a cerca de R$ 450. A previsão de lançamento é em janeiro e seu preço final será de £ 159.

Eu recomendaria ficar longe, afinal o usuário ficaria no dilema entre perder um fone ou acabar com a orelha machucada.

http://www.youtube.com/watch?v=5lF3U3dyn2k

Fonte: KS.

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