Meio Bit » Baú » Hardware » Parte do arsenal nuclear dos EUA é controlado por disquetes de 8"

Parte do arsenal nuclear dos EUA é controlado por disquetes de 8"

Arcaico e seguro: parte do controle de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais dos Estados Unidos ainda é realizado por disquetes de 8 polegadas

29/04/2014 às 10:30

8-inches-floppy-disk

Sejamos sinceros, a gente adora tecnologia de ponta mas é fato que atualizar alguns setores costuma ser uma dor de cabeça dos infernos. Se o serviço público já é um departamento deveras complexo quando se trata de atualizar sistemas imagine o setor de defesa, projetado para para ser o mais inviolável possível. Qualquer troca de hardware ou software tem que ser homologada, autorizada e etc. por n profissionais para que sua substituição seja... cogitada.

A correspondente do 60 Minutes Leslie Stahl viu o quão isso pode ser um problema (ou não, depende do ponto de vista. Chegaremos lá) ao visitar a base da Força Aérea dos Estados Unidos Francis E . Warren, localizada no estado de Wyoming. Essa é uma das três bases estratégicas do país (as outras ficam no Colorado e no Nebraska) responsáveis por disparar os ICBMs LGM-30G Minuteman-III, cada míssil equipado com três ogivas com uma potência total de 300 a 500 kilotons. É o tipo de coisa com a qual não se brinca.

Pois bem, apesar de serem a terceira geração dos Minutemen eles datam de 1966, então seu sistema de controle não é exatamente moderno. Stahl constatou que parte do controle de lançamento dos mísseis é realizado por arcaicos disquetes de 8 polegadas, utilizado por um computador que fazia parte do Strategic Air Command Digital Information Network (SACDIN), a rede que é responsável por realizar uma rápida comunicação entre o alto comando e forças de campo, bem como com as bases de lançamento.

A situação é tão curiosa que a grande maioria dos soldados deslocados para a base nunca tinham visto um disquete do tipo até então. Não obstante boa parte dos equipamentos da base datam dos anos 1960 e 1970, o que confere certa segurança à base: os sistemas são tão arcaicos que a possibilidade de uma invasão hacker é mínima.

Ainda assim nem tudo que é velho é melhor: a Força Aérea está estudando atualizações, pretendendo gastar US$ 19 milhões para atualizar o sistema de telefonia das bases, que ainda é analógico e dificulta as comunicações dentro e fora das instalações.

Fonte: AT.

relacionados


Comentários