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Nexus 4 hands-off (ou a crônica de um smartphone levado ao limite)

Depois de várias situações corriqueiras, em que estado um Nexus 4 ficou depois de servir fielmente como o celular principal de um sujeito lambão, desastrado e sem um pingo de respeito pelo eletrônico mais querido por nove entre dez geeks?

24/04/2014 às 17:08

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Você já viu dias melhores, não é Nexus 4?

O que sobra de um smartphone depois de ser usado e abusado durante um ano? Entre situações corriqueiras como quedas, arranhões e pancadas (e outras nem tanto: banho de cerveja e atropelamento) em que estado o Nexus 4 ficou depois de servir fielmente como o celular principal de um sujeito lambão, desastrado e sem um pingo de respeito pelo eletrônico mais querido por nove entre dez geeks?

Ano passado o já tinha feito um hands-on deliciosamente detalhado sobre a experiência dele ao substituir o iPhone por um Nexus 4. Basicamente o uso diário deste smartphone é o que ele relatou por lá, mas algumas coisas mudaram na minha vítima no meu exemplar durante o percurso.

A bateria que nunca foi essas coisas teve a capacidade de carga reduzida em aproximadamente 30% e passou a precisar de recarga pelo menos 2 vezes ao dia para não me deixar na mão. Apesar das atualizações garantidas do Google, alguns bugs irritantes me acompanharam durante todo esse tempo:

1 - O Bluetooth dava defeito com uma intermitência aleatória. Tudo funcionava maravilhosamente bem durante alguns dias e do nada ele parava de sincronizar com qualquer dispositivo, fosse com o carro, com o fone de ouvido ou com o computador. Para voltar a funcionar, só reiniciando.

2 - Alguns aplicativos insistiam em parar de funcionar ou sumir com os widgets, me forçando a remover o app, reiniciar o aparelho e reinstalar o dito cujo.

3 - Às vezes, o aparelho ficava irritantemente quente, mesmo em stand-by. Depois acabei descobrindo que alguns aplicativos simplesmente travavam em loop e eu precisava reiniciar o smartphone para tudo voltar ao normal. O grande problema é que a bateria ia para o espaço nessa brincadeira.

Em geral, o agredido telefone se comportou muito bem quase todo o tempo. Algumas características mais chatinhas acabam sendo rapidamente deixadas em segundo plano, pois ele lida muito bem com a pressão e o uso sob condições severas. Até mesmo a necessidade de reiniciar o aparelho de vez em quando não chega a ser problema, pois ocorre em casos muito específicos e muito raramente.

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O vidro traseiro quebrou, resultado de uma das incontáveis quedas.

Bem, vejam por si mesmos, constatem. Ele não chegou ao final do seu primeiro ano de vida nesse estado à toa. Primeiro é preciso dizer que eu sou realmente um usuário hardcore de smartphones e o escolhido para ser meu companheiro (uui) diário precisa aguentar um tranco fortíssimo.

Além do uso constante, seja ouvindo música, navegando, usando como hub, tirando fotos, usando redes sociais e tudo o que puder ser feito com um smartphone (talvez um pouco mais) eu admito sem vergonha que sou realmente desastrado e lambão. Nunca me preocupei em usar o carregador original dele e qualquer coisa com uma saída de energia micro-USB já foi usada para carregá-lo. Largar o aparelho displicentemente no bolso junto com as chaves do carro foi o mínimo, então vejamos o que mais ele passou:

1 - Nunca usou um case.

2 - Já foi esquecido mais de uma vez no painel de um veículo fechado, completamente exporto ao sol por horas.

3 - Sofreu quedas da pia do banheiro, da mesa, do bolso, da mochila e bem, de praticamente qualquer lugar de onde um celular possa cair.

4 - Já se chocou com diferentes graus de força contra: cerâmica, asfalto, vidro, madeira e bem, praticamente qualquer material que possa ser encontrado no dia a dia.

5 - Já tomou banho de água, cerveja e refrigerante. Mais de uma vez.

6 - Já foi usado como brinquedo de morder pelo meu cachorro. Mais de uma vez.

7 - Já foi atropelado por um carro (não me peça pra explicar).

Relatório das principais avarias:

1 - Display quebrado na parte inferior. Uma coisa engraçada, pois apenas a parte extrema inferior parou de funcionar, o que me obrigou a usar um aplicativo que força a tela a ficar sempre na posição “horizontal invertida” para poder acessar a cortina de notificações.

2 - Cromado lateral descascado.

3 - Vidro traseiro trincado.

4 - Bateria sofreu perda significativa de autonomia.

5 - Conectores do fone de ouvido e micro-USB oxidados.

Claro, o resultado só podia ser esse ai mesmo, acho até que ele está bem pelo tanto que sofreu. Ele é resistente, corajoso, fiel e simpático. Tem atualizações frequentes, aplicativos de montão, a câmera é uma droga, a bateria é basicamente um lixo, mas custa uma pechincha em comparação aos outros high-end e cumpre com esmero e dedicação tudo o que promete. Então, adivinhem qual foi o escolhido para ser minha próxima vítima, meu próximo companheiro?

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A próxima vítima.

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