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Brasil, o novo paraíso para os jogos free-to-play

Empresa revela que Brasil é o terceiro país que mais gera receita para jogos free-to-play, algo em torno de US$ 470 milhões. Um dos motivos? O alto preço cobrado por jogos e consoles no país.

24/04/2014 às 8:30

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Com a atenção dada por Sony e Microsoft ao Brasil (a Nintendo em menor escala), além de muitos jogos chegando ao país em português, nosso mercado tem crescido a olhos vistos, mas de acordo com a empresa de pesquisa de mercado, Interpret, são os jogos gratuitos que mais tem aproveitado essa oportunidade.

Segundo um levantamento realizado por eles, hoje cerca de 51,5 milhões de brasileiros entre 13 e 65 são gamers e desses, 17 milhões, ou 33%, costumam se dedicar aos free-to-play.Tal número seria 20% superior ao registrado no ano anterior, mostrando que o modelo de negócios tem ganhado força, mas o que mais impressiona é a quantidade de dinheiro que essas pessoas deverão gastar nesses jogos, algo em torno de US$ 470 milhões.

Para o gerente de pesquisas da Interpret, Jason Coston, os F2P para PC se adequam perfeitamente às necessidades do publico brasileiro, continuando oferecendo uma excelente oportunidade para as editoras e não é difícil entender o porque disso acontecer.

Como bem sabemos (e lamentamos), tanto os jogos quanto os consoles por aqui custam pequenas fortunas, com um PlayStation 4 saindo – por vias legais – por volta de US$ 1.600, ou seja, quatro vezes mais do que custa nos Estados Unidos e por isso muitas pessoas estariam preferindo investir em computadores e aproveitando esses jogos que lucram com microtransações.

Embora os dispositivos móveis também contem com diversos jogos que adotam este modelo, o relatório afirma que é justamente essa maior concorrência que tem feito com que o lucro nestas plataformas seja mais difícil de alcançar, tornando o investimento nesta área menos recomendável para estúdios estrangeiros.

Seja como for, hoje o Brasil aparece em terceiro entre os países onde os jogadores mais gastam com jogos free-to-play, ficando atrás apenas de Rússia e China, e deixando a impressão de que ainda existe um enorme mercado a ser explorado, além da pergunta: se os F2P estão aproveitando o espaço deixado pelo alto preço dos jogos “tradicionais”, até quando as fabricantes e editoras continuarão cobrando absurdamente caro por seus produtos ou demorarão para fazer uma pressão no governo para que ele amenize os impostos?

Fonte: GamesIndustry.

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