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Apple, Google, Amazon e Microsoft lutam por exclusividade em games

Apple, Google, Amazon e Microsoft travam uma disputa para garantir exclusividade ou conteúdo adicional em games para suas plataformas mobile

21/04/2014 às 11:30

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Nós sabemos que para uma plataforma mobile se destacar mais do que as outras um sistema estável é apenas uma parte de todo o conjunto. Para atrair o público é preciso oferecer serviços e principalmente, aplicações que você deve garantir que o concorrente não terá acesso. Foi assim que a Apple jogou por muito tempo, ao ter mantido o Instagram e o Flipboard como apps exclusivos de seu ecossistema. Ainda que ela não pudesse impedir que os desenvolvedores tornassem seus apps multiplataforma, é evidente que a estratégia "primeiro eu" de Cupertino ajudou a trazer muitos consumidores para si.

Houve uma época em que os devs juravam de pé junto que a Apple não pagava por exclusividade, mas hoje sabemos que isso é balela. Seja o app free, pago ou freemium, se ele tiver massa crítica ele despertará o interesse das plataformas, que tentarão garantir vantagens para si, o que nos leva à situação de hoje com games mobile: desde 2010 a plataforma mobile evoluiu muito mais do que o esperado, hoje em dia um iPhone ou um Android podem rodar jogos de ponta sem suar e não devem em nada a consoles portáteis. Com isso Apple e Google estão travando uma verdadeira guerra pelos desenvolvedores em busca de exclusividade, de modo a atrair os jogadores.

De acordo com a matéria do WSJ, ambas empresas tem assediado desenvolvedores com contratos de exclusividade, muito como a Sony e Microsoft fazem hoje com estúdios indies em seus consoles de mesa. A ideia aqui nem é manter o game restrito apenas a suas respectivas plataformas, mas garantir um período em que apenas uma conte com o game para estimular os consumidores e tornar seu sistema mais atraente. Cut the Rope 2 e Plants vs. Zombies 2 foram dois casos recentes: por um tempo apenas donos de iGadgets puderam jogá-los. Tengami, um adventure ambientado no Japão antigo e inspirado naqueles livros de histórias com cenários tridimensionais também foi planejado como multiplataforma, mas as versões para PC e Mac sequer possuem data de lançamento; por enquanto ele é exclusivo do iOS. Os contratos não exploram apenas tornar o game exclusivo por um tempo, há também a criação de conteúdo adicional exclusivo para uma determinada plataforma, o que torna as versões sensivelmente diferentes.

Há de levar em conta que Apple e Google não estão sozinhas nessa brincadeira, Amazon e Microsoft também apresentam suas armas. De modo a alavancar as vendas de sua plataforma Kindle, a empresa de Jeff Bezos tem oferecido destaque especial para os aplicativos em sua loja. Já Redmond joga como costuma fazer com a plataforma Xbox: Doodle God 2, sequência do puzzle de combinação de elementos que foi uma febre há alguns anos será exclusivo da plataforma Windows.

A questão principal é: esse investimento é o suficiente para que games exclusivos se tornem um fator determinante na escolha de uma determinada plataforma? Pode ser que sim, mas um smartphone ou um tablet são computadores móveis, eles fazem muito mais do que apenas serem utilizados para se jogar. o ponto fraco dos consoles de bolso é exatamente esse: hoje em dia plataformas dedicadas com jogos caros não são atraentes para o gamer casual, que ainda que gaste mais com um iPhone, um Lumia ou um Nexus estará levando mais para casa, além de poder jogar gastando menos. No fim isso pode ajudar a convencer um comprador a preferir uma determinada plataforma, mas muito dificilmente games exclusivos serão um fator determinante.

Fonte: WSJ.

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