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Executivo reclama das críticas feitas aos jogos free-to-play

Você não gosta de jogos free-to-play? Pois para o executivo Ben Cousins, as críticas ao modelo são injustas e refletem o medo da velha guarda, sendo que um dia ainda daremos risada das reclamações em relação a essa postura.

11/04/2014 às 11:30

Battlefield-Heroes

Você provavelmente já viu declarações vindas de alguns executivos quanto a possibilidade de, no futuro, todos os jogos serem distribuídos gratuitamente. Eu tenho minhas dúvidas se chegaremos a tanto, mas o fato é que os free-to-play estão se tornando cada vez mais comuns e em um longo artigo publicado no Polygon, Ben Cousins bateu duramente naqueles que criticam esse modelo de distribuição.

Os ataques e críticas às mecânicas dos free-to-play são muitas vezes injustas e seletivas, deixando práticas de negócios tradicionais, porém questionáveis, de lado. Isso é pretensão, evidência de que a velha guarda está assustada com os rumos que a indústria está tomando.

Tendo trabalhado na criação de inúmeros jogos, entre eles o Battlefield Heroes, Command & Conquer: Tiberium Alliances e Battleforge, atualmente Cousins é o gerente geral da Scattered Entertainment e para reforçar sua opinião, comparou os F2P ao surgimento do rock n' roll ou do telefone, dizendo que no futuro daremos risada das acusações que o modelo tem recebido.

Teria o executivo forçado um pouco a barra e se empolgado em seus comentários? Talvez, mas um ponto interessante citado por ele e que merece nossa reflexão é em relação as reclamações de que os jogos gratuitos estão sempre nos jogando iscas para continuarmos gastando com eles. Para Cousins, situação muito pior acontece com os jogos lançados com preço cheio (US$ 60), já que não teremos a opção de devolvê-los e as editoras ainda obrigam a mídia a segurar suas análises até a data do lançamento.

Em seus ataques, sobrou até para as campanhas de financiamento coletivos, já que para ele, muitas vezes os estúdios não entregam aquilo que haviam prometido e como nos free-to-play temos a opção de testar o jogo antes de pagar por eles, pelo menos não podemos reclamar de termos sido enganados.

Bom, eu não morro de amores pelos jogos distribuídos desta maneira, mas acho que Ben Cousins tem alguma razão em suas declarações. Meu medo é que as empresas não aprendam a criar F2P que não passem de caça-níqueis e mesmo já tendo me arrependido de comprar alguns jogos da maneira tradicional, ainda prefiro assim.

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