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Quando um computador ensina outro a jogar Ms. Pac-Man

Pesquisadores da Washington State University estão trabalhando em uma inteligência artificial que seja capaz de ensinar outra a jogar o Ms. Pac-Man e nos faz pensar: será que isso um dia dará “vida” a um David ou um HAL 9000?

07/04/2014 às 11:30

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Para o bem ou para o mal, nós ainda não chegamos a um ponto onde as máquinas possuem uma inteligência artificial minimamente parecida com a que vimos na ficção, o que por lado nos impediu de termos contato com um WALL-E ou com o pequeno David, mas também evitou sermos perseguidos pelas sentinelas do Matrix ou por um T-800.

Eu até espero estar errado, mas sempre tive a impressão de que não viverei o suficiente para ver um robô tão avançado e talvez por isso eu fique tão empolgado ao saber de histórias como esta aqui, onde pesquisadores da Washington State University estão programando um computador para ensinar outro a jogar Ms. Pac-Man.

De acordo com Matthew E. Taylor, professor de inteligência artificial na universidade, atualmente os robôs “são muito burros” e mesmo os mais avançado se confundem muito facilmente, parando de funcionar quando isso acontece.

No seu estudo, o objetivo não é fazer com que a máquina obtenha a maior pontuação, mas sim permitir que uma seja capaz de ensinar a outra as regras do clássico jogo, o que para nós pode ser bastante simples, mas que tem se mostrado um grande desafio para os especialistas da área.

Embora a missão da equipe comandada pelo pesquisador possa parecer irrelevante, ela tem como objetivo algo muito mais grandioso, pois conforme os robôs se tornarem mais comuns, seria bom se eles pudessem passar seus conhecimentos para os outros, como por exemplo saber preparar o seu banho ou limpar a casa da maneira correta.

Porém, se você pensou que o mais simples seria apenas copiar a memória de uma máquina para outra, Taylor explica que há alguns problemas em se fazer isso, como por exemplo a possibilidade de versões atualizadas dos robôs possuírem hardware e software incompatíveis com os anteriores. Sendo assim, o ideal seria descobrir o quanto uma inteligência artificial pode ensinar a outra, sem que o “aluno” seja impossibilitado de aprender por si só.

Se um dia essa pesquisa nos levará até um HAL 9000, somente o tempo dirá, mas talvez não seja assim tão bom termos servos mecanizados no futuro.

Fonte: WSU News.

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