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Wearables estão mais pra Abandonables

Computação vestível, a nova moda que vai dominar a internet. Ou não? Uma pesquisa mostra que depois de 6 meses 1/3 dos usuários manda os novos gadgets pra gaveta. De quem é a culpa?

03/04/2014 às 11:50

scoble

A indústria anda meio desesperada tentando criar a próxima moda. Primeiro foram as TVs 3D, que todo mundo basicamente odiou, quem comprou deixa os tais óculos na gaveta. As SmartTVs esbarraram no problema de ninguém querer brincar de Skype na sala, ou jogar Angry Birds com o controle remoto. Quando ensaiaram um começo de interesse, foram mortas e a tampa de seu caixão fechada com pregos de Adamantium, batidos pelo Mjolnir: o Chromecast.

A Internet Das Coisas ainda não disse a que veio. Não há indicação se o usuário convencional tem comportamento anal-retentivo a ponto de querer controlar cada lâmpada de casa com seu smartphone. Em teoria é legal essa integração toda mas se eu estiver super-atrasado não preciso do rádio do banheiro me lembrando de algo que o porta-retratos digital do corredor acabou de me avisar.

O último bastião em busca de nosso dinheiro são os chamados wearables, a computação que a gente veste. Nela se encaixam pulseiras como a Nike Fuelband, o Google Glass e o Oculus Rift. São equipamentos de utilidade variada. As pulseirinhas da Nike e concorrentes são voltadas pro público que curte fitness, e dentre todos os equipamentos são os mais úteis e os que mais “entregam”. O resto, nem tanto.

Uma pesquisa da Endeavor Partners mostrou que nada menos que 1/3 dos wearables vão pra gaveta em 6 meses. Relógios inteligentes e outras quinquilharias, passada a novidade, não valem o esforço. É algo que não aconteceu com os smartphones. Aparentemente a computação vestida ainda não está pronta pra ir pra rua.

Há várias hipóteses levantadas nesta matéria do Guardian. Eu acho as mais prováveis a falta de uma Killer App e a baixa autonomia de bateria. Eu, por exemplo, me recuso a carregar um relógio a cada dois dias. E ele precisa fazer mais do que dizer “algo apitou, cheque seu celular”.

Talvez os fabricantes estejam cometendo o mesmo erro da Nokia com o N95, lançando hardware excelente sem software para acompanhar. Ou talvez nem isso, talvez nem o hardware seja grande coisa.

Esperemos que os fabricantes percebam que nós usuários queremos o futuro e queremos ele agora. Nada de promessas.

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