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Microsoft libera código-fonte de primeiras versões do MS-DOS e do Word

Microsoft e computer History Museum disponibilizam código-fonte das versões 1.1 e 2.0 do MS-DOS e a versão 1.1a do Word para consulta pública

27/03/2014 às 13:30

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Essa é uma novidade interessante para os curiosos de plantão que gostariam de entender melhor como a Microsoft evoluiu dos anos 80 até hoje: na última terça-feira ela fechou uma parceria com o Computer History Museum, instituição que assim como a Internet Archive tem compromisso em manter viva a memória do desenvolvimento da informática para disponibilizar ao público pela primeira vez o código-fonte das primeiras versões do sistema operacional MS-DOS e seu editor de texto, o Word.

O Word foi desenvolvido por Charles Simonyi, um dos mais antigos programadores da Microsoft no longínquo ano de 1989, e também esteve envolvido na criação do Excel, como resposta À Lotus e seu na época 1-2-3. Simonyi esteve envolvido no desenvolvimento dos editores de texto WYSIWYG (What You See Is What You Get) desde 1974, quando trabalhava no Xerox PARC em Palo Alto e desenvolveu o BRAVO, um editor para o Alto (é, aquele mesmo que serviu de base para as interfaces gráficas da Apple e Microsoft). Quatro anos depois de lançado o Word se tornou o líder na categoria para Windows, à frente até mesmo de outros produtos da própria Microsoft de outras equipes, como o Wordstar e o Write.

Já a história do MS-DOS é mais divertida: quando a Microsoft fechou um acordo de licenciamento com a IBM para fornecer um SO para o IBM PC ela o fez sem ter o programa, o que deixou Bill Gates e Paul Allen numa sinuca de bico mortal. Por sorte havia Tim Paterson, programador da Seattle Computer Products, ou SCP. Ele havia desenvolvido a placa Z-80 utilizada no Apple II que permitia o computador rodar o sistema CP/M. Só que o chip 8086 não era compatível com esse SO, o que levou Paterson a desenvolver um clone compatível com o chip, que ele chamou de QDOS (Quick and Dirty Operating System), posteriormente renomeado para 86-DOS.

Allen sabia disso e fez uma proposta a Paterson: US$ 75 mil pelo SO e para que ele subisse a bordo da Microsoft, e ele aceitou. A Microsoft assegurou os direitos do software, algo que Paterson lamenta até hoje por não ter licenciado sua obra, o que poderia tê-lo tornado milionário. Ainda assim ele trabalhou três vezes em Redmond, sendo que em sua última estadia ele esteve no time responsável pelo Visual Basic.

As versões disponibilizadas são o MS-DOS 1.0 e Aos interessados basta acessar o site do CHM para entender como esses softwares mudaram ao longo das décadas, principalmente comparando a quantidade de memória ridícula que eles consumiam, fruto de um tempo em que cada byte economizado representava uma economia absurda.

Fonte: CHM, aqui e aqui.

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