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Molyneux diz que Electronic Arts não é um “império do mal”

Peter Molyneux fala sobre a venda da Bullfrog Productions e diz que fechamento do estúdio não foi culpa da EA, empresa que ela não considera ser um império do mal.

25/03/2014 às 14:30

peter-molyneux

Sei que estou praticamente sozinho nesta, mas eu não me canso de dizer que não consigo enxergar a EA como o demônio que muitos pintam. Para mim, a editora gere seu negócio da mesma forma que a maioria das outras empresas, ou seja, pouco se importando com o consumidor e visando o lucro acima de tudo, enquanto comete erros e acertos no caminho.

Quem parece ter uma opinião parecida com a minha é Peter Molyneux, que durante uma entrevista falou sobre a venda do estúdio que ajudou a fundar, a Bullfrog, e como a Electronic Arts ajudou a fortalecer a indústria.

A EA não é um império do mal. Eles são uma companhia que fez um grande negócio para a indústria. Quando corporações compram companhias, muitas coisas mudam. Você tem esse problema quando os fundadores de uma companhia recebem muito dinheiro – isso muda as pessoas, que mudam a companhia.

Você tem o problema que chamo de ‘abuso de amor’. Quando a EA comprou a Bullfrog, eles queriam torná-la mais agradável. Eles nos mudaram para um escritório melhor, onde podíamos atirar uns nos outros [com armas de pressão] nos corredores. Tínhamos um departamento de relações públicas, porque isso era algo que se dizia adequado para quem queria ser profissional, e aquilo mudou o jeito da companhia. Quando qualquer companhia é adquirida, isso a muda.

Algumas vezes essa mudança faz a companhia melhor. Muitas vezes pode torná-la pior.

Quer dizer, o inglês fez questão de dizer que o problema não está naqueles que investem pesado na compra de um estúdio, mas nos antigos donos e tendo passado duas vezes por esta situação, primeiro com a Bullfrog Productions e depois com a Lionhead Studios, acho que Molyneux possui bastante autoridade para falar sobre o assunto e fico até com a impressão de que sua declaração saiu com um tom de desabafo, quase um mea-culpa.

Fonte: Kotaku.

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